Oficinas

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), foi criado a partir da descoberta do sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos, pela família Guimarães dos Anjos, em 1996, por conta de uma reforma residencial. Desde então, o IPN tem por missão divulgar a história do cemitério e dos africanos recém-chegados ao Brasil, que ali foram enterrados.

O IPN, se constitui em um espaço aberto e democrático, em constante diálogo com o entorno da Região Portuária, também conhecida como Pequena África. Seu principal objetivo é estimular o conhecimento e reflexão sobre o patrimônio histórico e cultural, sobretudo o que se relaciona à cultura afro-brasileira. O IPN aposta na democratização do conhecimento como uma forma de inclusão social e por isso acredita que as suas oficinas devam ser gratuitas e de acesso universal, com as quais busca promover uma troca a partir dos saberes acadêmicos e das vivências adquiridas com o Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos. Trazemos a Academia para o IPN e compartilhamos estes conhecimentos com o nosso público, que é formado majoritariamente por estudantes, educadores, pesquisadores e profissionais de turismo.

Com a pandemia do covid19, procuramos nos reinventar e continuar oferecendo estas atividades educativas ao nosso público. Criamos as oficinas em formato remoto, com duração de até duas horas, com a nossa equipe de educadores e colaboradores.

Sejam bem vindos ao Instituto Pretos Novos!

Merced Guimarães dos Anjos
Fundadora e presidente do IPN

Tráfico Atlântico dos escravizados Africanos de 1503 a 1862

Carlos Eugênio Soares -professor Doutor Carlos Eugênio Líbano Soares – Doutor em história ela Unicamp formou-se em História na UFRJ em 1988. Entre 1983 e 1984 estudou antropologia na UFRJ–IFCS. Em 1993 defendeu dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Em 1998 defendeu tese de doutorado em História no mesmo programa. Desde 2000 é Bolsista de Produtividade do CNPQ. Atualmente é professor do Departamento de História da UFBA onde fundou o Centro de Digitalização da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (CEDIG-UFBA) que chefiou por seis anos (2004-2010)

Sinopse:
Tráfico Espanhol de Escravos Africanos 1503; Tráfico Negreiro Para o Brasil 1538-163; Caribe Açucareiro no Tráfico Atlântico 1640-1800; O Século XVIII: O Ouro do Brasil e o Tabaco da Virgínia; O Café e o Algodão: Ascensão e Queda Do Tráfico Negreiro;Reforma ou Revolução: O Colapso Do Leviatã.

Do mercado de escravos do Valongo às Docas Pedro II: uma análise da Arqueologia da Paisagem

Prof. Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina vai apresentar ao público modelagens de antigas feições da paisagem do antigo mercado de escravos do Valongo, como resultado das últimas pesquisas arqueológicas realizadas sobre o tema, abrangendo: a Rua do Valongo e suas lojas, a fachada do antigo Cemitério dos Pretos Novos, construção e ampliação do Lazareto da Gamboa, quartel da do segundo batalhão da Guarda Real de Polícia, antigos cais litorâneos e desaparecimento do litoral da antiga Praia do Valongo e a construção das Docas D. Pedro II (Docas Nacionais).A oficina vai apresentar a evolução do complexo arquitetônico do Cais do Valongo em suas três etapas de expansão, a construção da Praça Municipal e as reformas para a transformação do conjunto em Cais da Imperatriz. Tudo de acordo com pesquisas cartográficas, levantamento histórico primário e pesquisa arqueológica “above ground”. A pesquisa serviu para identificar as etapas de expansão e transformação urbana que se seguiu no local até o desmonte da Praça Municipal (Praça da Saúde) e Cais da Imperatriz (Cais Municipal) no início do século XX.

Mbira-Aki- Musicalidades no Brasil para Educadores

SallomaSallomão– Doutor, mestre, graduado em História pela PUC de São Paulo (2005), com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Atuando principalmente nos seguintes temas: Culturas musicais de origem africanas; Dramaturgia e teatro negros; e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos.

Sinopse:
A oficina aborda Musicalidades africanas no Brasil para educadores. Mbira Aki um estranho objeto de madeira e metal é capa de contar uma história de um milênio. História das civilizações africanas margens do Atlântico e do Pacífico transmigradas para o Brasil. É uma visão pedagógica, antropológica e terapêutica aplicada de forma simples e considerando um imaginário afro-brasileiro encoberto, entretanto potente. Recursos usados: Sons, imagens, canto e oratória sensibilizadora.

Caminhos do Sagrado no Rio de Janeiro no Século XIX

Eduardo Possidônio – Doutor em História Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ (2020). Mestre em História pela Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO (2015). Professor da Pós-Graduação em História da África no Instituto Pretos Novos, IPN-RJ. Professor da Rede Pública de Educação, Prefeitura do Rio de Janeiro, SME-RJ e Estado do Rio de Janeiro, SEEDUC-RJ

Sinopse:
A oficina trabalhará com fontes que apresente os cultos públicos praticados por africanos e crioulos na primeira metade do século XIX, (cultos de aflição-fruição) nos espaços públicos da corte Imperial, como o Campo de Santana entre outros espaços. Além de demonstrar como tais celebrações estavam amplamente inseridas no cotidiano da cidade. Após apresentação do tema, os participantes convidados a debater o tema, com base nas fontes e bibliografias apresentadas.

Entre Cristo e os loa: cristianismo e Vodu na história do Haiti

Profº Dr. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Durante a maior parte de sua história, desde a colonização espanhola até a atualidade, o Haiti tem sido oficial e predominantemente um país cristão, principalmente católico romano, embora o cristianismo haitiano tenha sido profundamente modificado e influenciado pelas tradições religiosas africanas e, em menor proporção, ameríndias. Um comentário comum na literatura a respeito deste país, de fato, é que sua população é 70% católica, 30% protestante e 100% praticante do Vodu, um paradoxo factualmente impreciso que exprime, entretanto, de modo bastante exato uma realidade em que há uma superposição significativa de ritos, crenças, imagens e instituições religiosas, em reiterado processo de hibridização, concorrência e atrito.

Cosmogonia Africana, a Visão de Mundo do Povo Yorubá.

Marcelo Monteiro Professor, Pesquisador, Estudioso e Consultor das Tradições Culturais de Matriz Africana Yorubá; OlóyèAsògunOdearaoffa do Àse N’lá Omolú, Rio de Janeiro – RJ; Omo-ÁwoIfáfunké- Sacerdote Supremo do ÀseÌdásílèOde, Rio de Janeiro – RJ; Obá Kankanfò do IléÀseAyraKinibaSorun, – Colombo-PR; Presidente Nacional e Fundador do CETRAB– Centro de Tradições Afro-Brasileiras; Diretor e Fundador do IPN– Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos

Sinopse:
A oficina contribui em despertar a consciência humana, para o resgate e preservação das tradições culturais de matriz africana. Precisamos entender nosso papel dentro dos mundos Físico e Espiritual, buscando sempre uma vida melhor.
O estudo do cosmo nos mostra claramente a inter-relação com a diversidade cultural, não somente africana, como também com todas as culturas que acreditam nos elementos da natureza enquanto parte do Criador.
Considerando as afirmativas científicas que vêm sendo publicadas com frequência, como por exemplo: “O surgimento do Mundo a partir do Big Bang, segundo Edwin Hubble – em 1929; “O homem surgiu da argila”; “A humanidade surge acerca de cem milhões (100.000.000) de anos dentro do continente africano e começa a expandir-se para outros continentes acerca de cinquenta milhões (50.000.000) de anos”, a partir da descoberta do Homo Sapiens Idaltu.

História dos grandes Estados de África Centro-oeste do séc. X ao XXI – os sistemas culturais, políticos e econômicos.

Prof. Ms. Maurício Wilson Camilo da Silva – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense e Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Professor de História e Cultura de África e sua Diáspora Pesquisador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa INEP / Guiné Bissau.Pesquisador e membro do grupo EtniCidades – Grupo de Estudos Étnicos e Raciais em Arquitetura e Urbanismo da FA/UFBA, Coordenador do Núcleo Africano de Estudantes UFRJ.

Sinopse:
Importância da oficina:

As oficinas atuam como um complemento ao ensino da história e da cultura da África, dos afro-descendentes e dos indígenas, preconizado nas leis 10.639 e 11.645, na medida em que revelam aspectos pouco divulgados nos cursos de história convencionais. Com isso, o IPN entende contribuir para a construção de uma reflexão crítica e de uma sociedade mais justa e igualitária, mais receptiva à compreensão das diferenças sócio-culturais.

Tias Pretas da Zona Portuária

Angelica Ferrerez- Doutora em História pela UERJ com projeto. Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Tem sua pesquisa atravessada pelas questões de gênero feminino nos estudos sobre história e cultura africanas e afras brasileira. Tem experiência na área de História e Antropologia, atuando principalmente nos temas: memórias, cultura, ancestralidade, samba, acervo, patrimônio, mulheres e feminismo negro.

Sinopse:
Alicerçadas nas ideias de identidade, raça e gênero feminino no Rio de Janeiro pós-abolição pretendemos, neste trabalho, adentrar o universo das tias pretas na Zona Portuária, refletindo, inicialmente, sobre a construção simbólica dos espaços de liderança de mulheres negras no final do século XIX, e alicerçada na tríade ancestralidade, territorialidade e tradição, através de uma memória genealógica, ir ao encontro das tias da contemporaneidade, buscando entender seu lugar de atuação e as tramas sociais presentes, através da ressignificação da memória, espaço e patrimônio.

Tessituras do feminino: mandala com texto literário de Carolina Maria de Jesus

Profa. Adélia Azevedo – Professora e Pedagoga. Pós -Graduação em História  da África (UCAM); Formação  em Arteterapia; Pós Graduanda em Arteterapia Afrocentrada; Integrante no Grupo Contadores Negros AYÓ; Conselheira fundadora do COMDEDINE- Conselho Municipal  de Defesa dos Direitos do Negro; Gestora no Ateliê  Da Imaginação & Arteterapia Afrocentrada;    Coautora no livro Nós por Nós, ed. Conquista em lançamento.

Sinopse:
A proposta de trabalho estará assentada na Arteterapia Junguiana. Abordagem Afrocentrada. Amparada na construção de Mandala com a linguagem expressiva da colagem, utilizando diferentes materiais. Os participantes serão convidados/as a realizar atividade criativa, amparados no texto literário do Diário de Carolina Maria de Jesus. A Arteterapia se estrutura na Arte e sua materialização se concretiza através dos vários materiais expressivos no processo de fortalecimento da criatividade.

Mandala segundo Jung é o círculo mágico, a representação da totalidade.

Bíblia, oralidade e culturas africanas

Prof. Dr. Júlio César

Sinopse:
A Bíblia é um dos livros mais importantes para os cristãos e um dos grandes livros sagrados universais ao lado do Alcorão e outros textos religiosos. Porém, o que não se leva em conta, por desconhecimento ou puro racismo que a Bíblia é um livro quase que puramente baseado na cultura africana. Nesta oficina, estudaremos a Bíblia não como um livro religioso, mas como uma fonte histórica possível de revelar padrões culturais africanos que vão desde oralidade e a força da palavra, até conceitos filosóficos que foram alterados, apagados e adulterados para que o povo preto perdesse a sua referência cultural, sua raiz e sua história.

Ao fazer isto, a Europa Colonizadora transformou um livro culturalmente africano em um instrumento para justificar o racismo, o preconceito e a discriminação racial e até mesmo a escravidão.
No entanto, estudos contemporâneos têm procurado redescobrir este livro, lendo-o a partir da cosmovisão africana e interpretando-o de acordo com o pensamento onde ele foi gestado.

Habilidades a serem desenvolvidas:
Compreenderas diversas interpretações que “embranqueceram” a Bíblia;
Conhecer a Bíblia através da cosmovisão africana;
Perceber como ela foi interpretada de acordo com interesses mercadológicos e religiosos eurocêntricos.

Mídia, Racismo e Educação

Profº Dr. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:
Oficina tem como objetivo discutir o pensamento eurocêntrico sobre negro no Brasil, suas repercussões na educação e na mídia. Como os negros foram excluídos do sistema educacional o que contribuiu para a construção de uma sociedade racista e desigual.Assim como imagens do povo negro geradas e/ou veiculadas pela mídia tem uma forte influência nas formas de exclusão dos afrodescendentes em geral contribuindo para a perpetuação do racismo em nossa sociedade, tendo a escola como palco privilegiado na reprodução e/ou negação de um racismo a brasileira. Por outro lado, a oficina objetiva também discutir o protagonismo negro e suas formas de luta e resistência contra a violência sócio-política e cultural para a eliminação do racismo e a construção de uma sociedade justa e igualitária com base em valores multiétnicos e multiculturais.As oficinas atuam como um complemento ao ensino da história e da cultura da África, dos afro-descendentes e dos indígenas, preconizado nas leis 10.639 e 11.645, na medida em que revelam aspectos pouco divulgados nos cursos de história convencionais. Com isso, o IPN entende contribuir para a construção de uma reflexão crítica e de uma sociedade mais justa e igualitária, mais receptiva à compreensão das diferenças sócio-culturais.

Por um Museu de Território da Pequena África – histórias do pós-abolição

Martha Abreu – Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (1987). Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979). Atua nas áreas de História do Brasil e História da Diáspora Africana nas Américas, desenvolvendo trabalhos nas seguintes temáticas: cultura popular, música negra, patrimônio cultural, pós-abolição, memória da escravidão e relações raciais, séculos XIX e XX

Sinopse:
A partir da experiência de construção do Museu de Território da Pequena África, ligado ao MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-brasileira), trabalho realizado em parceria com Monica Lima, pretendo apresentar os fundamentos e as principais estratégias curatoriais propostas, focando no período do pós-abolição. Entre os objetivos, estimular os trabalhos e as experiências voltadas para a história pública a partir de visitas a locais de memória da história negra no Rio de Janeiro.

História da Zona Portuária na perspectiva da afroculturalidade

Prof.ª Dra Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Especialista em Políticas Territoriais no RJ. Graduada em Ciências Sociais pela UERJ. Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina irá analisar o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração de Herança Africana num cenário global de aumento e diversificação de museus e sítios patrimoniais. A idéia é analisar as condições do circuito dentro do âmbito da pós-modernidade, que inclui a multiplicidade de aspectos a cerca do patrimônio.

Os 7 Saberes de Exu – Professor JDLucas

JD Lucas – Escritor e professor. Ministra cursos e palestras no campo da Literatura, Humanidades, Mitologia, Cultura de Massas e Imaginário Afro-Brasileiro.

Sinopse:
Exu é figura ambígua, de comunicação e trânsito, de apetite insaciável e absoluta liberdade espaço-temporal. Exu subverte o passado em presente e com isso inventa um novo futuro. Põe no tempo a sua condição de movimento, e com isso instaura no acontecimento a sua própria temporalidade.

Histórias de Orixás: para entender e contar

Prof. Omo Awo Ifagbenró Djobé (Mario Tenório Cavalcanti) – pesquisador e escritor, sacerdote Yorubá, pertencente ao Egbé Omo Oduduwa.

Sinopse:
O objetivo da oficina é proporcionar experiências teóricas e práticas que possibilitem aos participantes transmitir histórias ou lendas de orixás com base na sabedoria de tradição oral Yorubá.

“A Construção de um Império Escravista”

Laurentino Gomes  Paranaense de Maringá e sete vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes, 65 anos, é autor de 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de dom João para o Rio de Janeiro; 1822, sobre a Independência do Brasil; 1889, sobre a Proclamação da República, do recém-lançado Escravidão.  Seu primeiro livro, 1808, foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos e em mandarim na China. Graças à repercussão do seu trabalho, foi eleito duas vezes um dos cem brasileiros mais influentes do ano pela revista Época. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela Universidade de São Paulo, é membro titular da Academia Paranaense de Letras. Atualmente vive em Itu, interior de São Paulo.

As comunidades matriarcais e matrilineares da África Centro-oesteos espíritos matrizes, a ancestralidade e a terra como fatores que regulamentam os sistemas culturais

Prof. Ms. Maurício Wilson Camilo da Silva – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense e Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Professor de História e Cultura de África e sua Diáspora Pesquisador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa INEP / Guiné Bissau. Pesquisador e membro do grupo EtniCidades – Grupo de Estudos Étnicos e Raciais em Arquitetura e Urbanismo da FA/UFBA; Coordenador do Núcleo Africano de Estudantes UFRJ.

Sinopse:
A oficina pretende discutir sobre os Rituais da Ancestralidade e sua Relação com o Espaço e o Tempo. E destacar a Relação do Poder na definição da Sucessão e Testamento. Assim como o Ritual da Iniciação e Cura na Interpretação da Vida e Definição do Status sociais. Também deve-se destacar a Terra e o Modo de Produção comunitário.

Entre a vida e a morte: o mercado de escravizados no Rio de Janeiro

Prof. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:

A presente oficina tem por objetivo analisar o processo de transferência do Mercado de Escravizados do Rio de Janeiro da Região central da cidade, Rua direita e adjacências para a Região do Valongo. Assim como, os conflitos entre negociantes, atravessadores (pequenos negociantes), o Senado da Câmara e a provedoria da Saúde. Destacando como a ação sanitarista do Senado da Câmara assessorado por alguns médicos e cirurgiões fez parte de uma tentativa de organização e controle político e social espaço urbano que resultou na transferência do mercado de escravizados para a região do Valongo sob a alegação que causam diversos distúrbios, doenças e epidemias no espaço da urbe carioca. Está ação sanitarista fez parte eu um politica de controle social iniciada e intensificada no período dos vice-reis, que com a instalação da corte no inicio do século XIX passa a fazer parte de um projeto de “civilização nacional” que buscava transforma o Rio de janeiro na capital que estivesse à altura do Império português nos trópicos, sem abrir mão da escravidão

 

Educação Patrimonial: por uma pedagogia crítica da patrimonialização

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Espec. em Políticas Territoriais no RJ.

Sinopse: 
A Educação Patrimonial é um instrumento de reflexão que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo, levando-o à compreensão  sociocultural da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Num momento em que as identidades se constituem cada vez mais fluidas e múltiplas, é importante analisar o papel do patrimônio na medida em que  produzem tensões e disputas de memórias do que será  ou não preservado por meio do processo de patrimonialização.  Nesse sentido, o processo pedagógico crítico estimula a interação entre comunidades e os agentes responsáveis públicos  que atuam  na gestão  de preservação, assim como em estudo dos bens culturais Objetivo dessa oficina  é possibilitar  a troca de saberes  e a criação e fortalecimento de redes  para a identificação , apropriação e proteção  do patrimônio.

Saúde e Escravidão: um estudo de caso sobre o Cemitério dos Pretos Novos

Prof Dr. Júlio César Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse: 
Esta oficina visa abordar a temática da saúde dos escravos, no contexto escravista brasileiro. Procura-se demonstrar como os escravizados percebiam e lidavam com a saúde no contexto escravista do Brasil do século XIX e como os mesmos lidavam com suas enfermidades transportando os seus conhecimentos ancestrais e não apenas aplicando-os, mas alterando as práticas de curar efetivadas na América Portuguesa.

Habilidades as serem desenvolvidas:

 · Compreensão das práticas de curar exercidas pelos escravizados como estratégia de sobrevivência

 

· Entendimento de como tais estratégias serviram para inserção de tais elementos na sociedade imperial brasileira como aspecto de distinção social

Cais do Valongo e seus segredos: Uma análise de Arqueologia Urbana.

Prof. |Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina vai apresentar a evolução do complexo arquitetônico do Cais do Valongo em suas três etapas de expansão, a construção da Praça Municipal e as reformas para a transformação do conjunto em Cais da Imperatriz. Tudo de acordo com pesquisas cartográficas, levantamento histórico primário e pesquisa arqueológica “above ground”. A pesquisa serviu para identificar as etapas de expansão e transformação urbana que se seguiu no local até o desmonte da Praça Municipal (Praça da Saúde) e Cais da Imperatriz (Cais Municipal) no início do século XX.

Entre Cristo e os orixás: cristianismo e religiões de matriz africana na história do Brasil.

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Pretende-se nesta oficina, portanto, apresentar de modo sintético as relações estabelecidas entre o cristianismo e as religiões de matriz africana na história do Brasil, inventariando suas fases significativas e apresentando algumas de suas tendências e recorrências. Irá se privilegiar a consideração de pronunciamentos feitos por atores-autores católicos, candomblecistas, umbandistas e protestantes (aqui enunciados por sua ordem de surgimento na discussão) e a forma como percebem e constroem a si mesmo e a seus outros através de suas práticas e discursos. Espera-se desta forma ajudar a dimensionar o problema da intolerância e do conflito inter-religioso contemporâneo no Brasil, particularmente no Rio de Janeiro, em perspectiva histórica.

Perspectivas artístico-filosóficas sobre humanidade

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir do meu artigo de pós-doutoramento “Reflexões artístico-filosóficas sobre a humanidade negra”, vamos discutir sobre as possibilidades que se apresentam como via de humanidade plena e solar.
Data: 28/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

A Religiosidade afrobrasileira na perspectiva dos Direitos Humanos e da Educação

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordenadora da Pós-graduação

Sinopse
Discutir como aplicabilidade do conjunto de Direitos Humanos é inconsistente no que diz respeito a religiosidade afro-brasileira, especialmente em ambiente de educação formal, onde estão invisibilizadas e até proscritas. Refletir como a Lei 10.639, quando implementada dá obrigatoriedade ao estudo das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, representando e garantindo a diversidade religiosa em tais espaços.

Abordagens: tolerância da sociedade e do estado brasileiro frente a violência contra as religiões de matriz africana; Racismo Institucional, mídia e educação; Espaços formais e não formais de educação: alternativas para o combate à intolerância religiosa.

 

África e diáspora: o perigo da história única

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir da reflexão da escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi, discutiremos o perigo dessa história única a partir das perspectivas afrorreferenciadas.
Data: 21/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

África e o Cristianismo – São Pilatos: confessor e mártir

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
A oficina pretende ser uma introdução sinóptica a esta literatura referente ao suposto São Pilatos, detendo-se de modo mais especial no Martírio de Pilatos, texto tardo-antigo de origem copta, preservado em manuscritos siríacos e árabes, atribuído ao mestre judeu Gamaliel e associado ao bispo egípcio Ciríaco de Behnesa. Pretende-se tecer considerações acerca do contexto e significado histórico da produção e circulação deste tipo de desenvolvimento hagiográfico do texto evangélico. Objetiva-se desta forma suscitar reflexão a respeito da pertinência e vitalidade dos antigos cristianismos afro-asiáticos, fenômenos socioculturais e religiosos da maior importância histórica, cuja ignorância continua ainda crassa em toda nossa cultura de um modo geral, incluindo os meios acadêmicos.

História e Arqueologia: Passado e Presente no Cemitério dos Pretos Novos

Prof. Dr. Júlio Cesar Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse:
Nesta oficina, o Cemitério dos Pretos Novos é o objeto que nos possibilita verificarmos como as duas ciências juntas constituem-se como poderosas ferramentas de análise, interpretação e conhecimento do nosso povo.
Espera-se que o os participantes percebam através da pesquisa do Cemitério dos Pretos Novos, as diversas contribuições seus diálogos e possibilidades.
Habilidades as serem desenvolvidas:
Compreender as principais técnicas utilizadas em parte da pesquisa feita no Sítio arqueológico dos Pretos Novos;
Analisar documentos históricos concernentes ao Cemitério dos Pretos Novos;
Comparar as diferentes técnicas e suas aplicações.
Distinguir as diferentes formas de agir concernentes a cada área verificando suas contribuições e limitações para estudo do sepultamento de escravizado no Brasil

Cais do Valongo: Limites e possibilidades do Circuito de Herança Africana.

Prof. Ms. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:
A oficina tem como objetivo debater sobre o processo histórico de redescoberta do Cais do Valongo e o seu processo de patrimonialização e representação simbólica do complexo do Valongo dentro da Pequena África, quais os limites e as possibilidades do Circuito Histórico e Arqueológico de celebração da Herança Africana, seu valor simbólico, histórico sensível e excepcional para a diáspora africana.

Oficinas Anteriores

Resultados

2010 – 38 oficinas – 690 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2011 – 50 oficinas – 911 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2012 – 50 oficinas – 1.210 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2013 – não tivemos patrocínio neste período.

2014 – 98 oficinas – 2.381 participantes – apoio: CDURP

2015 – 63 oficinas – 1.176 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2016 – 79 oficinas – 2.912 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2017 – não tivemos patrocínio neste período.

TOTAL – 378 oficinas – 9.280 participantes