Oficinas

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), foi criado a partir da descoberta do sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos, pela família Guimarães dos Anjos, em 1996, por conta de uma reforma residencial. Desde então, o IPN tem por missão divulgar a história do cemitério e dos africanos recém-chegados ao Brasil, que ali foram enterrados.

O IPN, se constitui em um espaço aberto e democrático, em constante diálogo com o entorno da Região Portuária, também conhecida como Pequena África. Seu principal objetivo é estimular o conhecimento e reflexão sobre o patrimônio histórico e cultural, sobretudo o que se relaciona à cultura afro-brasileira. O IPN aposta na democratização do conhecimento como uma forma de inclusão social e por isso acredita que as suas oficinas devam ser gratuitas e de acesso universal, com as quais busca promover uma troca a partir dos saberes acadêmicos e das vivências adquiridas com o Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos. Trazemos a Academia para o IPN e compartilhamos estes conhecimentos com o nosso público, que é formado majoritariamente por estudantes, educadores, pesquisadores e profissionais de turismo.

Com a pandemia do covid19, procuramos nos reinventar e continuar oferecendo estas atividades educativas ao nosso público. Criamos as oficinas em formato remoto, com duração de até duas horas, com a nossa equipe de educadores e colaboradores.

Sejam bem vindos ao Instituto Pretos Novos!

Merced Guimarães dos Anjos
Fundadora e presidente do IPN

Complexo Negreiro do Valongo- Prof Carlos Eugenio Soares

Carlos Eugênio Soares -professor Doutor Carlos Eugênio Líbano Soares – Doutor em história ela Unicamp formou-se em História na UFRJ em 1988. Entre 1983 e 1984 estudou antropologia na UFRJ–IFCS. Em 1993 defendeu dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Em 1998 defendeu tese de doutorado em História no mesmo programa. Desde 2000 é Bolsista de Produtividade do CNPQ. Atualmente é professor do Departamento de História da UFBA onde fundou o Centro de Digitalização da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (CEDIG-UFBA) que chefiou por seis anos (2004-2010)

Sinopse:
O Governo  Marques do  Lavradio: Nasce o Complexo Negreiro do Valongo; O Mercado do Valongo; O Cais do Valongo;   O Lazareto dos  Ecravos ; Cemitério dos  Pretos Novos; Aarqueologia  da Diáspora: O Valongo Patrimonio da Humanidade

A construção da Memória e do Patrimônio Cultural

MARIA CRISTINA VEREZA LODI, Especialista em Patrimônio Cultural, atual diretora do Projeto de Cooperação Internacional – UNESCO e Secretaria Municipal de Cultura do Rio, para o desenvolvimento de estudos e projetos para a Gestão Compartilhada do Cais do Valongo e o Museu de Território- MUHCAB.

Sinopse:
A Região Portuária do Rio de Janeiro se transformou nas últimas décadas em um grande território cultural diverso, evidenciando em seus espaços arquitetônicos e na sua apropriação pela comunidade, o conflito entre os diversos atores que ali desempenham suas funções de habitar, trabalhar, se divertir, o de lutar pelos seus direitos, ter reconhecida a sua ancestralidade na construção da memória local, enfim, o direito ao patrimônio cultural. Ali a ancestralidade é diversa, social e culturalmente falando, com expressões refletidas nos espaços construídos e nas manifestações culturais de origens europeia, africana e outras, como a ameríndia, etc. Os  territórios culturais são espaços de conflito, mas também educativos, onde as comunidades usuárias, com participação ativa nos movimentos sociais e culturais são a chave para a preservação do patrimônio cultural. A máxima “conhecer para preservar” é frequentemente usada pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio cultural mundo afora. Nessa primeira oficina, voltado para a comunidade da Região Portuária, iremos trabalhar os conceitos básicos de memória, partindo da memória individual e sua socialização, para chegamos à noção de memória coletiva e memória cultural, base para a constituição de um patrimônio cultural. Exercícios básicos de educação patrimonial farão parte da oficina, na tarefa de fazer com que os participantes internalizem as noções fundamentais de memória e patrimônio Cultural e se reconheçam como parte dele.

Religiões Afro-brasileiras e Pandemia

Daniela Calvo é Mestre em Antropologia Cultural e Etnologia pela Universidade de Torino (Itália), Doutora em Ciências Sociais pela UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Doutora em Matemática pela Universidade de Pisa (Itália). Atua principalmente nos seguintes temas: candomblé e saúde; cosmologia, noção de pessoa e relação com a natureza no candomblé; tarantismo e neo-tarantismo no Sul da Itália; culto de Maria Lionza na Venezuela

Sinopse:
A oficina apresenta as respostas à pandemia nas religiões afro-brasileiras, analisando as diferentes ações realizadas por pais e mães de santo e associações das religiões afro-brasileiras, quais a RENAFRO- Saúde, a AFROBRAS e a IDAFRO. Visa-se estabelecer conexões entre as formas em que a pandemia foi enfrentada e interpretada nas religiões afro-brasileiras, a visão de mundo e a concepção da saúde, e a atuação dos terreiros em âmbito social, ecológico e médico.

Os Pretos Novos contam a sua história: Paisagem, morte e controle social no contexto da diáspora africana para o Rio de Janeiro.

Andrea de Lessa Pinto possui graduação em Arqueologia pela Universidade Estácio de Sá (1995), Mestrado (1999) e doutorado (2005) em Saúde Pública com ênfase em Bioarqueologia pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz, e Pós-Doutorado pelo Museu Nacional de História Natural e de Ciência/Universidade de Lisboa (2014). Esteve vinculada como Pesquisadora Visitante ao Departamento de Endemias Samuel Pessoa/Ensp/Fiocruz até outubro de 2009. É Professora Associada do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, credenciada como professora permanente no Programa de Pós-graduação em Arqueologia, onde foi Coordenadora de Ensino entre 2010 e 2019 e é Coordenadora desde outubro de 2019. Desenvolve projetos de pesquisa e orienta alunos de pós-graduação nas áreas de Arqueologia e Bioarqueologia, com ênfase em temas sobre sítios pré-coloniais litorâneos e Diáspora Africana. Líder do Grupo de Pesquisas “Bioarqueologia.

Sinopse:
Eventos econômicos e políticos ocorridos a partir do final do século XVII tornaram muito intenso o fluxo de cativos africanos no mercado negreiro do Rio de Janeiro, então localizado no centro econômico e social da cidade. Esta situação desencadeava problemas de ordem sanitária, devido às inúmeras epidemias trazidas da África, bem como de ordem moral, haja vista a exposição de pessoas em estado miserável. Buscando contornar esses problemas, as autoridades coloniais transferem o local de sepultamento desses escravos novos, bem como o próprio mercado, para uma região então afastada da cidade: o Valongo. Nesta oficina apresentei aspectos da história desta região nos séculos XVIII e XIX e dos cativos recém-chegados, a partir da pesquisa arqueológica realizada no Cemitério dos Pretos Novos e a partir da Arqueologia da Paisagem.

O trapiche de Antônio Leite: (des)continuidades de uma infraestrutura portuária dos arrabaldes do Rio de janeiro dos séculos XVIII E XIX

Pedro Narciso – Historiador, variante Arqueologia (Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e HUMANAS, MESTRADO em Arqueologia (Universidade Federal do Rio de Janeiro-Museu Nacion.

Sinopse:
É difícil olhar para uma urbe pujante de vida como o Rio de Janeiro, sem sentir a força transformadora inerente à mesma, sem se aperceber da “entidade viva” de que é constituída uma cidade, força essa capaz de se criar, transformar, reinventar, contrair ou alastrar. Uma cidade é talvez o melhor e mais forte exemplo de Meio-Ambiente Cultural, a qual possui um Meio Físico em que está embutida (estrutura natural) e diversos cenários apoiados nessa estrutura, cada um dos quais correspondendo a uma Paisagem, com determinada gênese, vida e mutações. O autor destas paisagens é o próprio Homem, que na sua relação de ator com o meio, influencia e é influenciado, se adapta e é adaptado, procurando (nem sempre) viver uma relação de simbiose com a Natureza, num tempo e num espaço, deixando suas marcas.  O foco desta apresentação incide precisamente no estudo de uma dessas marcas, entretanto reavivada pela Arqueologia, a qual constitui parte integrante da paisagem portuária da cidade do Rio de Janeiro: o trapiche de Antônio Leite, seu primórdio e seu sucessor. Aspetos como a origem, uso e transformações desse trapiche até à sua supressão no início do século XX, serão expostos através da análise, interpretação e incorporação dos conhecimentos existentes, fruto de diversas fontes históricas, confrontados e complementados à luz dos dados obtidos pela pesquisa arqueológica.

Resgates e memórias das afroconfrarias do Rio de Janeiro Setecentista (séculos XVI-XVIII)

Marcos Coutinho Bacharel em Relações Internacionais pela PUC-Rio e Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ). Os temas de interesse do palestrante dão ênfase à História do Mundo Ibero-americano, que compreende as sociedades coloniais e a sua diversidade étnica e cultural, advinda, principalmente, da interação entre europeus e africanos na cidade do Rio de Janeiro. Nesse mote, a pesquisa debruça-se nas práticas religiosas e sociais em ambientes urbanos e, de igual maneira, no processo escravagista, com as suas formas de dependência e coerção no Império Colonial Português (séculos XVI-XIX). Apresenta especial interesse sobre as instituições da Igreja Católica e o que denomina de funções “extraordinárias” do sagrado – atribuições que vão além das de âmbito litúrgico-catequético.

Sinopse:
Fazer o resgate da história e da memória dos quatro principais sodalícios de cor constituídos na cidade do Rio de Janeiro – a Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, a Irmandade do Glorioso São Domingos, a Irmandade de Santo Elesbão e Santa Efigênia e a Irmandade de Nossa Senhora da Lampadosa –, desde suas fundações, a partir de 1640, no Morro do Castelo, até a segunda metade do século XVIII, quando todas já haviam se estabelecido na Várzea da cidade. A oficina trará ao conhecimento do aluno a noção de irmandade religiosa negra, bem como seus principais objetivos, formas de organização, devoções e construção de suas identidades no território carioca. Além disso, discutirá a importância da formação de um hagiológio[1] negro católico como fator de controle e distinção ante a sociedade colonial.

Passados sensíveis nos roteiros e aulas de campo na região do Cais do Valongo

Monica Lima Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Professora de História da África, do Programa de Pós-graduação em História Social (PPGHIS) e do Programa de Pós-graduação em Ensino de História (PPGEH) do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ). Coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) no IH-UFRJ. coordenou a pesquisa na área de História e participou do grupo técnico que redigiu o dossiê de candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial (2014-2017

Sinopse:
Esta oficina pretende problematizar abordagens e narrativas produzidas nas e para aulas de campo e roteiros de visita à região do Cais do Valongo, área conhecida como núcleo formador da Pequena África na cidade do Rio de Janeiro. O contato com sítios históricos marcados por histórias de dor e sofrimento na história da escravidão de africanos e seus descendentes, tais como o Cais do Valongo, o mercado de escravizados e o Cemitério de Pretos Novos, mobiliza sentimentos e reações. A oficina será desenvolvida tendo como referência textos e imagens que informam o grande público sobre a história da região, partindo das seguintes questões: como lidar com este passado sensível, reconhecendo suas marcas de violência, sem cristalizar imagens de subalternização? como manter compromissos de respeito à história vivida e registrada de africanos e seus descendentes, sem idealizar? como enfrentar o racismo e as resistências de visitantes, no contato com as heranças africanas vivas nestes espaços de memória? São estes alguns dos desafios de educadores e guias de turismo que buscam estar comprometidos com o conhecimento histórico, tendo consciência da importância material e simbólica do patrimônio afro-brasileiro nesta região em especial

“Ainda assim eu me levanto”: Os arquétipos Iorubas e a insubmissão feminina.

Safira Heink Professora de Sociologia da Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro, mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional/ UFRJ, artista plástica, poetisa, moradora de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, abiã do Ilê AséObádanji, mãe do KarimAkinyelê e da nova vida que está por vir.

Sinopse:
A oficina trata da produção de arquétipos a partir de culturas negras, africanas e afrobrasileiras, em especial a cultura Ioruba, para observar como as imagens presentes nos mitos das Orixás, presentes nestas culturas, podem influenciar a construção do feminino e as formas de exercício de mulheridades insubmissas no contexto pós-colonial. Tomando por base referenciais Junguianos e pós-Junguianos de arquétipo – as imagens do inconsciente coletivo que, fazendo parte de cosmologias e cosmovisões compartilhadas através de mitos, contos, tradições e religiosidades, podem se transformar em referências para a construção da pessoa numa cultura – observaremos mitos e histórias ancestrais que fazem parte do imaginário e do inconsciente de mulheres, especialmente as mulheres negras. Vamos seguir a trilha de pensadoras como Conceição Evaristo, Audre Lorde, Maya Angelou, Lélia González, Neusa Santos Souza, Clarissa Estés e Gislene Aparecida dos Santos, entre outras, para refletir sobre a relação entre ancestralidade e as várias formas de insubmissão feminina.

História da Capoeira: Capoeira Escrava 1808/1850 – Capoeira Crioula 1850/1890 – Capoeira Malandro1890/1930

Carlos Eugênio Soares -professor Doutor Carlos Eugênio Líbano Soares – Doutor em história ela Unicamp formou-se em História na UFRJ em 1988. Entre 1983 e 1984 estudou antropologia na UFRJ–IFCS. Em 1993 defendeu dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Em 1998 defendeu tese de doutorado em História no mesmo programa. Desde 2000 é Bolsista de Produtividade do CNPQ. Atualmente é professor do Departamento de História da UFBA onde fundou o Centro de Digitalização da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (CEDIG-UFBA) que chefiou por seis anos (2004-2010)

Sinopse:
A Capoeira Escrava 1808-1850. A Capoeira Crioula 1850. Capoeira e Malandragem 1890-1930. A Capoeira e a Formação da Cultura Negra Brasileira.

Afro Patrimônio do Curral Del Rei

Pd Mauro Silva cursa doutorado e é Mestre em Ciências Sociais; tem especialização em Psicopedagogia; graduação em Teologia e Filosofia pela PUC Minas; graduação em História e Tutela do Patrimônio Cultural, pela Universidade de Pádua/Itália. Atualmente é diretor e curador do MUQUIFU – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos e é coordenador do Projeto de Pesquisa e Centro de Documentação NegriCidade. É membro do Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento de Minas Gerais – SEDESE.

Sinopse:
O Afro-Patrimônio do extinto Arraial do Curral Del Rey, especificamente o espaço hoje soterrado sob o asfalto da nova capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, o Largo do Rosário onde existiu um templo religioso dedicado a Nossa Senhora do Rosário (1819) e o Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (1807). A Capela do Rosário do Curral Del Rey foi construída com autorização de Dom João VI, rei de Portugal, pela Irmandade dos Homens Pretos e em 1897 foi demolida por solicitação da Comissão Construtora da Nova Capital – CCNC. Demolida a Capela do Rosário um novo templo foi inaugurado a 26 de setembro de 1897 para acolher os irmãos e irmãs do Rosário. Na discussão ao longo da oficina buscaremos demonstrar as imbricações entre os processos que conduziram à proibição das festas do Rosário no interior das igrejas católicas, por determinação do arcebispo Dom Cabral na década de 1920. Tal proibição eclesiástica pode ter contribuído para o movimento diaspórico da população negra de Belo Horizonte em um movimento que partiu da região central para as periferias e favelas da nova capital dos mineiros. Iremos abordar também o movimento de resistência de um grupo de mulheres atuantes na Vila Estrela, pela consolidação de um sonho coletivo de construção de uma “Igreja de Verdade”, em substituição a um antigo barracão. 

Congadas, Cucumbis e Entrudos – O sagrado e o profano no carnaval da Pequena África |1822 a 1932)

Jauber Silva Professor de Educação das Relações Etnicorraciais; Doutorando em Humanidades [Ciências Sociais] pela UNIGRANRIO; Mestre em Ciências da Educação pelo PPGEDUCUFRRJ; membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e do grupo de Pesquisa Relações Raciais, Desigualdades Sociais e Educação, da Universidade do Grande Rio; Diretor de Ensino e Pesquisa do Instituto Afro-ameríndio de Paty do Alferes-RJ. Sua pesquisa envolve as categorias Racismo Epistêmico, Epistemicídio de saberes tradicionais; Relações Etnicorraciais; Etnofilosofias e Racismo contra Religiões Afro-ameríndia

Sinopse:
Propalada por alguns como “a maior festa popular do Brasil”, o carnaval carioca que conhecemos hoje tem suas origens históricas diretamente relacionadas às manifestações religiosas organizadas pelos cativos africanos e afrobrasileiros da cidade do Rio de Janeiro, através das quais demonstravam a sua devoção no catolicismo popular – ao mesmo tempo em que manifestavam suas devoções às divindades e entidades trazidas na memória ancestral. Das Congadas, Cucumbis e Entrudos até os desfiles de blocos e agremiações de sambistas atuais, muitas mudanças ocorreram. Conhecer as razões e os fatores que proporcionaram essas mudanças é importante para compreender os valores culturais atuais e as tradições surgidas ao longo de 110 anos de história no quadrilátero da cidade que hoje constitui a Pequena África.

Os Primeiros Escritos sobre o Sagrado Afro-brasileiro

Eduardo Possidônio – Doutor em História Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ (2020). Mestre em História pela Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO (2015). Professor da Pós-Graduação em História da África no Instituto Pretos Novos, IPN-RJ. Professor da Rede Pública de Educação, Prefeitura do Rio de Janeiro, SME-RJ e Estado do Rio de Janeiro, SEEDUC-RJ

Sinopse:
A proposta da oficina é trabalhar com os primeiros escritos acerca do sagrado afro-brasileiro ao final do século XIX e seus desdobramentos nas pesquisas que seguiram ao longo do século XX. Escritos como os de Raimundo Nina Rodrigues, Arthur Ramos, Edison Carneiro, Leal de Sousa, entre outros, serão cruzados com fontes que apresentem as casas afro-cariocas visitadas por esses e outros pesquisadores e que ajudaram a formar a compreensão de sagrado de tais autores. Após apresentação do tema, os participantes convidados a debater o tema, com base nas fontes e bibliografias apresentadas.

Africanas na região do Valongo no século XIX

Monica Lima Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Professora de História da África, do Programa de Pós-graduação em História Social (PPGHIS) e do Programa de Pós-graduação em Ensino de História (PPGEH) do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ). Coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos(LEÁFRICA) no IH-UFRJ. coordenou a pesquisa na área de História e participou do grupo técnico que redigiu o dossiê de candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial (2014-2017).

Sinopse:
Esta oficina pretende dar a conhecer e discutir sobre história de mulheres africanas na região do Cais do Valongo no século XIX e resulta de trabalho de pesquisa desenvolvido juntamente com Mariana Candido, professora da Universidade de Emory (EUA). Pretende-se, a partir de informações que constam em documentos de época.

Reforma Pereira Passos – Política Higienista

Marcelo Monteiro Professor, Pesquisador, Estudioso e Consultor das Tradições Culturais de Matriz Africana Yorubá; Olóyè Asògun Odearaoffa do Àse N’lá Omolú, Rio de Janeiro – RJ; Omo-ÁwoIfáfunké- Sacerdote Supremo do Àse Ìdásílè Ode, Rio de Janeiro – RJ; Obá Kankanfò do Ilé Àse Ayra Kiniba Sorun, – Colombo-PR; Presidente Nacional e Fundador do CETRAB– Centro de Tradições Afro-Brasileiras; Diretor e Fundador do IPN– Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos

Sinopse:
A inauguração da obra de maior impacto no tecido urbano do núcleo central da cidade deixou uma parte da população eufórica com as perspectivas de viver em sua plenitude a “Paris Tropical”. No entanto, milhares de trabalhadores vagavam com suas famílias pelas ruas da cidade à procura de moradia. Era uma verdadeira multidão desalojada pela intervenção “cirúrgica” do Prefeito Francisco Pereira Passos.

Favela é Cidade -Culturas Urbana

Adair Rocha- possuí graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1979), graduação em Bacharelado em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia Ciências e Letras (1979), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1985), doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997) e pós-doutorado pela ECO/UFRJ (2012). Presidente de Honra da Ação da Cidadania contra Miséria e pela Vida. Professor Associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e atual Diretor do Departamento Cultural da UERJ, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, comunicação, política, favela e cidadania.

Sinopse:
Na cidade multicêntrica: Favela é cidade. Cultura é significação ,Racismo é pandemia e Antirracismo é Vacina e Comunicação é Comunitária

E quando o acervo é samba? provocando a Nova Museologia

Angelica Ferrerez- Doutora em História pela UERJ com projeto. Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Tem sua pesquisa atravessada pelas questões de gênero feminino nos estudos sobre história e cultura africanas e afras brasileira. Tem experiência na área de História e Antropologia, atuando principalmente nos temas: memórias, cultura, ancestralidade, samba, acervo, patrimônio, mulheres e feminismo negro.

Sinopse:
Esta oficina pretende fazer uma abordagem à Nova Museologia através das fontes da história social do samba. Casas-museus são edificados pelas protagonistas do samba e o futuro e preservação destas fontes implica processos de memória, poder e visibilidade.

Da Cultura Popular à Cultura Negra, dos conceitos e muitas histórias sobre o Patrimônio Negro no Brasil.

Martha Abreu – Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (1987). Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979). Atua nas áreas de História do Brasil e História da Diáspora Africana nas Américas, desenvolvendo trabalhos nas seguintes temáticas: cultura popular, música negra, patrimônio cultural, pós-abolição, memória da escravidão e relações raciais, séculos XIX e XX

Sinopse:
A partir da história dos conceitos de cultura popular e cultura negra, pretendo discutir as possibilidades de trabalho com esses conceitos e a emergência dos patrimônios culturais negros na contemporaneidade. Darei atenção especial aos jongos, congados, folias de reis e quilombos. Entre os objetivos, estimular os trabalhos e as experiências voltadas para a história pública a partir do contato com detentores dos patrimônios culturais negros.

Histórias do Valongo – dos tempos do Imperador, até os dias de hoje

Jornalista Monica Sanches – Mônica Sanches nasceu em São Paulo, onde se formou em jornalismo na USP. Na Globo Rio há quase 30 anos, recebeu vários prêmios como Ayrton Senna e Imprensa Embratel pelas suas reportagens. Em janeiro de 1996, fez a primeira reportagem para a TV sobre a descoberta do Cemitério dos Pretos Novos. Desde então, foram várias matérias sobre o IPN, incluindo o Globo Repórter especial dos 450 anos do Rio, 2015. Em 2007, participou da criação de um projeto para a cobertura dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil que rendeu 17 programas na Globonews, além de matérias exibidas em todos os telejornais da Globo.

Sinopse:
Em 2014, fez reportagens especiais para o Jornal Nacional e para o Jornal hoje sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964. Desde 2011, acompanha todo o processo arqueológico do sítio do Cais do Valongo e pesquisa o passado da Pequena África. Em 2018, passou a fazer parte da equipe de pesquisadores da novela Nos Tempos do Imperador, não abandonando suas funções no jornalismo, acumulando o conhecimento das pesquisas históricas com a prática da reportagem.

Batuque na cozinha

Prof. André Vargas – artista visual, poeta, músico e educador. Como artista visual participou de diversas exposições coletivas como “Rua!”no Museu de Arte do Rio, em 2020, “Renovação Carismática” na Caixa Preta, em 2019 e “Africanizze Performática” no Centro Municipal de Artes HelioOiticia, em 2018. Como musico e compositor, possui música gravada por Ney Matogrosso e Júlia Vargas. É também autor de dois livros infantis publicados: Caraminholas – poesias do fundo da cachola pela editora Multifoco em 2012, e Roupa de Camaleão pela Zit Editora em 2017. Tendo, ainda, trabalhado como educador no MAR, IMS-RJ e BPE e como oficineiro convidado no MAM, CCBB-RJ e no projeto Cais de ideias.

Sinopse:
Oficina de reconhecimento e sensibilização percussiva do samba para a contação e apreciação de sua história utilizando objetos do cotidiano para produzir e emular os sons desse ritmo marcante da cultura brasileira e apresentar as histórias por detrás da construção dos instrumentos que compõem a roda de samba, trabalhando as nuances desse ritmo nas cadências possíveis de se produzir e nas mensagens que algumas letras famosas nos trazem.

Complexo Negreiro do Valongo

Carlos Eugênio Soares -professor Doutor Carlos Eugênio Líbano Soares – Doutor em história ela Unicamp formou-se em História na UFRJ em 1988. Entre 1983 e 1984 estudou antropologia na UFRJ–IFCS. Em 1993 defendeu dissertação de mestrado no Programa de PósGraduação História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Em 1998 defendeu tese de doutorado em História no mesmo programa. Desde 2000 é Bolsista de Produtividade do CNPQ. Atualmente é professor do Departamento de História da UFBA onde fundou o Centro de Digitalização da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (CEDIG-UFBA) que chefiou por seis anos (2004-2010).

Sinopse:
O Governo Marques do Lavradio: Nasce o Complexo Negreiro do Valongo; O Mercado do Valongo;
O Cais do Valongo; O Lazareto dos Ecravos ; Cemitério dos Pretos Novos; Aarqueologia da Diáspora:
O Valongo Patrimonio da Humanidade.

Rituais Afro – carioca na primeira metade do século XIX: casas e lideranças para o período

Eduardo Possidônio – Doutor em História Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ (2020). Mestre em História pela Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO (2015). Professor da Pós-Graduação em História da África no Instituto Pretos Novos, IPN-RJ. Professor da Rede Pública de Educação, Prefeitura do Rio de Janeiro, SME-RJ e Estado do Rio de Janeiro, SEEDUC-RJ

Sinopse:
Fontes para o estudo das religiões afro-cariocas e afro-brasileiras. Apresentação de fontes e arquivos, físicos e digitais, que proporcione o estudo e a compreensão das religiões tradicionais afro-cariocas e afro-brasileiras, que se desenvolveram ao longo de um complexo processo de contato entre os mais variados povos, e que encontrou no século XIX, seu último e maior contato com a costa africana, com o fim do tráfico dos viventes em 1850, dessa maneira acontecendo a construção do sagrado com o que se encontrava em solo brasileiro.

O Cemitério dos Pretos Novos e novas abordagens arqueológicas: comunicações de pesquisa

Profs. João Gustavo Alves, Andrei Santos e Hugo Beust – João Gustavo Alves Chá Chá, é  historiador e mestrando em arqueologia pelo Museu Nacional e participou das escavações arqueológicas lideradas pelo Doutor Reinaldo Tavares e a Prof. Doutora Andrea Lessa no Cemitério dos Pretos Novos. Andrei Santos é Antropólogo formado pela UFF, mestre em Arqueologia pelo Museu Nacional/UFRJ e doutorando também em Arqueologia, pela mesma instituição. Atualmente, exerce atividades de pesquisa em Bioarqueologia no Instituto Pretos Novos, bem como em Antropologia Forense no Instituto Médico-legal Afrânio Peixoto/PCERJ. Hugo Beust é antropólogo formado pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Arqueologia pelo Museu Nacional/UFRJ e doutorando também em Arqueologia, pela mesma instituição. No momento, é pesquisador na área de Bioarqueologia no Instituto Pretos Novos com análises de remanescentes humanos. Também é formado em reconstrução facial e fotogrametria 3D.

Sinopse:
A oficina pretende a partir das descobertas arqueológicas feitas no Cemitério dos Pretos Novos, somadas a um levantamento bibliográfico, histórico e arqueológico, apresentar para o público aspectos de estilo de vida e do comércio entre europeus e africanos ocidentais, bem como do tratamento funerário praticado neste espaço.

Voltando para a África: retornos de libertos no Brasil do século XIX

Monica Lima – Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Professora de História da África, do Programa de Pós-graduação em História Social (PPGHIS) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História (PPGEH) do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ). Coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) no IH-UFRJ. coordenou a pesquisa na área de História e participou do grupo técnico que redigiu o dossiê de candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial (2014-2017).

Sinopse:
Esta oficina pretende oferecer uma visão geral sobre as histórias de retorno de libertos à África no século dezenove, destacando as diferentes fases e características destes movimentos, seus principais locais de partida no Brasil, seus destinos preferenciais no continente, suas motivações, além de personagens que as protagonizaram. Utilizaremos fontes de época (relatos de viagem, anúncios de jornais, cartas, entre outros) e textos literários. Há registros de retornos à África de africanos e africanas libertas, e seus descendentes diretos, ocorrendo de forma individual desde pelo menos o final do século dezoito e, em grupos maiores, sobretudo a partir da década de 1830. Tendo sido trazidos na condição de escravizados, conquistaram sua liberdade e reuniram as condições para empreender sua volta ao continente de origem, em outra condição. Estas histórias negras extraordinárias tiveram desdobramentos no continente africano, onde surgiram comunidades de retornados no século dezenove e estes lá ficaram conhecidos como brasileiros ou agudás. Historiadores escreveram sobre estas comunidades, já fizeram matérias jornalísticas, documentários, romances, páginas na internet. No entanto, ainda se conhece pouco sobre estas histórias no Brasil e, quando mencionadas a um público não especialista, causam espanto e até mesmo incredulidade.

O Congo cristão

Profº Dr. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Do fim do século XIV ao início do século XX, o Reino do Congo – que chegou a incluir partes dos atuais territórios de Angola, da República do Congo, da República Democrática do Congo e do Gabão – compôs um Estado estável, majoritariamente bantu e bastante influente em determinados períodos da história da África Centro-Ocidental. Desde o meado do século XV, esteve em contínuo contato com os europeus, e desde o fim deste mesmo século abraçou o cristianismo como sua religião oficial, dando início a iniciativas locais de missionação e organização eclesiástica. O processo de cristianização do Congo foi bastante peculiar e é fundamental para reposicionar de modo crítico ideias de senso comum sobre a evangelização dos povos africanos e sobre a natureza e função do sincretismo religioso em contextos coloniais e não-coloniais. Ele também deu ensejo a movimentações sociopolíticas de vulto, e seu impacto pode, de modo verossímil, ter atravessado o Atlântico e exercido certa importância nada pequena na formação das espiritualidades afro-diaspóricas que se desenvolveram nas Américas. Esta oficina objetiva apresentar uma visão sinóptica da história inicial do Reino do Congo e de sua cristianização, chamando a atenção para nós significativos que, partindo desta narrativa, ajudem a pensar a interação entre catolicismo e religiões tradicionais tanto na África quanto nas Américas.

Ensino não racista para crianças brancas

Prof. Urubatan Odé – Pedagogo com formação oriunda de coletivos pretos e terreiros de ancestralidade afro-ameríndia como dizia Lélia Gonzalez. Ativista das questões raciais, pai, educador, poeta, músico, fotógrafo e cineasta amador.

Sinopse:
Está impregnado em nossas cabeças e inconsciente que os pindoramas são povos “selvagens” e african@s nasceram escrav@s, esse pensamento racista é propagado compulsivamente pelas instituições, principalmente pela família, escola e igreja. Esses aspectos são difundidos e estabelecidos na nossa infância como princípio estrutural que é a educação a qual encontramos até hoje uma diferença desigual ao educar uma criança preta e uma criança branca.

Consciência Mítica para melhor qualidade de vida

Marcelo Monteiro Professor, Pesquisador, Estudioso e Consultor das Tradições Culturais de Matriz Africana Yorubá; Olóyè Asògun Odearaoffa do Àse N’lá Omolú, Rio de Janeiro – RJ; Omo-ÁwoIfáfunkéSacerdote Supremo do ÀseÌdásílè Ode, Rio de Janeiro – RJ; Obá Kankanfò do IléÀse AyraKiniba Sorun, – Colombo-PR; Presidente Nacional e Fundador do CETRAB– Centro de Tradições Afro-Brasileiras; Diretor e Fundador do IPN– Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novo

Sinopse:
Consciência Mítica para Melhor Qualidade de Vida do Ser Humano. A partir da Cultura Yorubá um estudo sobre Orí/cabeça como a maior divindade entre todas. O Orí de cada ser humano é tido como a divindade pessoal de cada um, supostamente mais interessada nas questões individuais das pessoas que quaisquer outras divindades ligadas a elas. O culto à cabeça, seus significados, seus valores e procedimentos fundamentais no desempenho da vida saudável, desde o princípio da vida, em todos os seus aspectos.

Cemitério de Pretos Novos de Santa Rita (1741-1774)

Prof. dr.João Carlos Nara Jr. -Arquiteto e Urbanista (UFF) e se dedica à preservação, promoção e difusão do Patrimônio Cultural no âmbito da União. Atualmente é Coordenador de Promoção e Divulgação Cultural da Fundação Biblioteca Nacional. Licenciado em História (UniRio), Mestre em Arqueologia (Museu Nacional/UFRJ) e Doutor em História Comparada (UFRJ). Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, de cuja revista é editor. Site acadêmico: https://santarita.hypotheses.org/

Sinopse:
PRETOS NOVOS: Quem eram? Problematizações sobre o Fazer memória. 
O CEMITÉRIO: Onde ficava? Tamanho e duração. 
OS REMANESCENTES: Obras do VLT e pesquisas acadêmicas.

Oficina Mulheres no Carnaval: Entre o espetáculo da arte e os espetáculos da raça

Angelica Ferrerez- Doutora em História pela UERJ com projeto. Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Tem sua pesquisa atravessada pelas questões de gênero feminino nos estudos sobre história e cultura africanas e afras brasileira. Tem experiência na área de História e Antropologia, atuando principalmente nos temas: memórias, cultura, ancestralidade, samba, acervo, patrimônio, mulheres e feminismo negro.

Sinopse:
Algumas imagens que alimentam o imaginário social e definem o lugar das pessoas no mundo são produzidas pelo racismo e internalizadas como imagens de controle de que nos fala a socióloga Collins (2019). As imagens de controle podem produzir lugares de poder e privilégio para determinados grupos, bem como naturalizar lugares de sujeição, hiperssexualização e violência, como é o caso da categoria mulata, atualizada no ofício da passista. A discussão desta oficina reside no limite das imagens projetadas pelo “outro” sobre o corpo negro e as representações elaboradas pelas protagonistas desta história

Orikí Orixá – A Poética da Invocação 

JD Lucas – Escritor e professor. Ministra cursos e palestras no campo da Literatura, Humanidades, Mitologia, Cultura de Massas e Imaginário Afro-Brasileiro

Sinopse:
Orikís são invocações sintéticas e de alto poder expressivo, um chamamento aos orixás a partir da invocação de seus principais atributos. Nesta oficina, conheceremos um conjunto de Orikís traduzidos diretamente do iorubá por Antônio Risério, no livro homônimo que é um clássico sobre o tema. Abordaremos aspectos das culturas afro-brasileiras, oralidade, literatura e contextos sócio-históricos. Livro de referência: Oriki Orixá, de Antônio Risério, Ed. perspectiva.

Devoção de preto na casa do branco: A religiosidade afro-carioca hibridizada no catolicismo popular na Pequena África

Prof. Jalber L. da Silva – Historiador eCoordenador de ensino e pesquisa do Instituto Afro-ameríndio de ensino, pesquisa e vivências de Paty do Alferes (RJ).

Sinopse:
Sinopse: O tema central da oficina é a religiosidade trazida do Centro-Oeste africano pelos diversos contingentes de escravizados de origem Bantu, em sua maioria, mas também haussás, fons, jêjes, dentre outras. Conhecer essas formas de religiosidade híbrida, praticada dentro de uma cosmovisão ainda originária, possibilitará uma melhor compreensão dos fenômenos e fatos históricos que resultaram na criação dos cultos e nas religiões afro-ameríndias hoje praticadas na cidade do Rio de Janeiro e no Brasil. Esta oficina, então, se pretende como motivação introdutória a essas temáticas, porém na perspectiva da visão do escravizado e praticante daquelas religiosidades – e não apenas na visão do historiador.

Pesquisa Arqueológica no Cemitério dos Pretos Novos

Prof. Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
Essa oficina é voltada para o público em geral, serve como apoio à docentes e a estudantes que se liguem conceitualmente ou academicamente com a Arqueologia da Diáspora Africana. Trata-se de uma oficina que irá interagir com as pesquisas permanentes realizadas pelo departamento de arqueologia do IPN.

Por um Museu de Território da Pequena África – histórias do pós-abolição II

Martha Abreu – Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (1987). Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979). Atua nas áreas de História do Brasil e História da Diáspora Africana nas Américas, desenvolvendo trabalhos nas seguintes temáticas: cultura popular, música negra, patrimônio cultural, pós-abolição, memória da escravidão e relações raciais, séculos XIX e XX

Sinopse:
A partir da experiência de construção do Museu de Território da Pequena África, ligado ao MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-brasileira), trabalho realizado em parceria com Monica Lima, pretendo apresentar os fundamentos e as principais estratégias curatoriais propostas, focando no período do pós-abolição. Entre os objetivos, estimular os trabalhos e as experiências voltadas para a história pública a partir de visitas a locais de memória da história negra no Rio de Janeiro.

Literatura preta feminina em atividades pró-leitura

Profa. Ms. Daniela Rangel – Mestra em Ciência da Informação pelo PPGCI IBICT/UFRJ e Bacharel em Biblioteconomia pela UNIRIO. Fundadora do Clube de Leitura e da Poesia Terapia, ambos da Biblioteca Pretos Novos – IPN.

Sinopse:
A oficina tem por objetivo apresentar as experiências das atividades pró-leitura do IPN tendo como recorte as escritoras pretas. As ações são aplicáveis por qualquer multiplicador cultural.  Na primeira parte da oficina serão apresentadas as escritoras Carolina de Jesus, Conceição Evaristo e Maria Firmina dos Reis e a suas importâncias no contexto da representatividade cultural afrocêntrica. A segunda parte será exposto o fazer envolvido com atividades pró-leitura e a imersão conclusiva com o recorte exemplificado da atividade.

Tráfico Atlântico dos escravizados Africanos de 1503 a 1862

Carlos Eugênio Soares -professor Doutor Carlos Eugênio Líbano Soares – Doutor em história ela Unicamp formou-se em História na UFRJ em 1988. Entre 1983 e 1984 estudou antropologia na UFRJ–IFCS. Em 1993 defendeu dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Em 1998 defendeu tese de doutorado em História no mesmo programa. Desde 2000 é Bolsista de Produtividade do CNPQ. Atualmente é professor do Departamento de História da UFBA onde fundou o Centro de Digitalização da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (CEDIG-UFBA) que chefiou por seis anos (2004-2010)

Sinopse:
Tráfico Espanhol de Escravos Africanos 1503; Tráfico Negreiro Para o Brasil 1538-163; Caribe Açucareiro no Tráfico Atlântico 1640-1800; O Século XVIII: O Ouro do Brasil e o Tabaco da Virgínia; O Café e o Algodão: Ascensão e Queda Do Tráfico Negreiro;Reforma ou Revolução: O Colapso Do Leviatã.

Do mercado de escravos do Valongo às Docas Pedro II: uma análise da Arqueologia da Paisagem

Prof. Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina vai apresentar ao público modelagens de antigas feições da paisagem do antigo mercado de escravos do Valongo, como resultado das últimas pesquisas arqueológicas realizadas sobre o tema, abrangendo: a Rua do Valongo e suas lojas, a fachada do antigo Cemitério dos Pretos Novos, construção e ampliação do Lazareto da Gamboa, quartel da do segundo batalhão da Guarda Real de Polícia, antigos cais litorâneos e desaparecimento do litoral da antiga Praia do Valongo e a construção das Docas D. Pedro II (Docas Nacionais).A oficina vai apresentar a evolução do complexo arquitetônico do Cais do Valongo em suas três etapas de expansão, a construção da Praça Municipal e as reformas para a transformação do conjunto em Cais da Imperatriz. Tudo de acordo com pesquisas cartográficas, levantamento histórico primário e pesquisa arqueológica “above ground”. A pesquisa serviu para identificar as etapas de expansão e transformação urbana que se seguiu no local até o desmonte da Praça Municipal (Praça da Saúde) e Cais da Imperatriz (Cais Municipal) no início do século XX.

Mbira-Aki- Musicalidades no Brasil para Educadores

SallomaSallomão– Doutor, mestre, graduado em História pela PUC de São Paulo (2005), com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Atuando principalmente nos seguintes temas: Culturas musicais de origem africanas; Dramaturgia e teatro negros; e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos.

Sinopse:
A oficina aborda Musicalidades africanas no Brasil para educadores. Mbira Aki um estranho objeto de madeira e metal é capa de contar uma história de um milênio. História das civilizações africanas margens do Atlântico e do Pacífico transmigradas para o Brasil. É uma visão pedagógica, antropológica e terapêutica aplicada de forma simples e considerando um imaginário afro-brasileiro encoberto, entretanto potente. Recursos usados: Sons, imagens, canto e oratória sensibilizadora.

Caminhos do Sagrado no Rio de Janeiro no Século XIX

Eduardo Possidônio – Doutor em História Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ (2020). Mestre em História pela Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO (2015). Professor da Pós-Graduação em História da África no Instituto Pretos Novos, IPN-RJ. Professor da Rede Pública de Educação, Prefeitura do Rio de Janeiro, SME-RJ e Estado do Rio de Janeiro, SEEDUC-RJ

Sinopse:
A oficina trabalhará com fontes que apresente os cultos públicos praticados por africanos e crioulos na primeira metade do século XIX, (cultos de aflição-fruição) nos espaços públicos da corte Imperial, como o Campo de Santana entre outros espaços. Além de demonstrar como tais celebrações estavam amplamente inseridas no cotidiano da cidade. Após apresentação do tema, os participantes convidados a debater o tema, com base nas fontes e bibliografias apresentadas.

Entre Cristo e os loa: cristianismo e Vodu na história do Haiti

Profº Dr. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Durante a maior parte de sua história, desde a colonização espanhola até a atualidade, o Haiti tem sido oficial e predominantemente um país cristão, principalmente católico romano, embora o cristianismo haitiano tenha sido profundamente modificado e influenciado pelas tradições religiosas africanas e, em menor proporção, ameríndias. Um comentário comum na literatura a respeito deste país, de fato, é que sua população é 70% católica, 30% protestante e 100% praticante do Vodu, um paradoxo factualmente impreciso que exprime, entretanto, de modo bastante exato uma realidade em que há uma superposição significativa de ritos, crenças, imagens e instituições religiosas, em reiterado processo de hibridização, concorrência e atrito.

Cosmogonia Africana, a Visão de Mundo do Povo Yorubá.

Marcelo Monteiro Professor, Pesquisador, Estudioso e Consultor das Tradições Culturais de Matriz Africana Yorubá; OlóyèAsògunOdearaoffa do Àse N’lá Omolú, Rio de Janeiro – RJ; Omo-ÁwoIfáfunké- Sacerdote Supremo do ÀseÌdásílèOde, Rio de Janeiro – RJ; Obá Kankanfò do IléÀseAyraKinibaSorun, – Colombo-PR; Presidente Nacional e Fundador do CETRAB– Centro de Tradições Afro-Brasileiras; Diretor e Fundador do IPN– Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos

Sinopse:
A oficina contribui em despertar a consciência humana, para o resgate e preservação das tradições culturais de matriz africana. Precisamos entender nosso papel dentro dos mundos Físico e Espiritual, buscando sempre uma vida melhor.
O estudo do cosmo nos mostra claramente a inter-relação com a diversidade cultural, não somente africana, como também com todas as culturas que acreditam nos elementos da natureza enquanto parte do Criador.
Considerando as afirmativas científicas que vêm sendo publicadas com frequência, como por exemplo: “O surgimento do Mundo a partir do Big Bang, segundo Edwin Hubble – em 1929; “O homem surgiu da argila”; “A humanidade surge acerca de cem milhões (100.000.000) de anos dentro do continente africano e começa a expandir-se para outros continentes acerca de cinquenta milhões (50.000.000) de anos”, a partir da descoberta do Homo Sapiens Idaltu.

História dos grandes Estados de África Centro-oeste do séc. X ao XXI – os sistemas culturais, políticos e econômicos.

Prof. Ms. Maurício Wilson Camilo da Silva – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense e Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Professor de História e Cultura de África e sua Diáspora Pesquisador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa INEP / Guiné Bissau.Pesquisador e membro do grupo EtniCidades – Grupo de Estudos Étnicos e Raciais em Arquitetura e Urbanismo da FA/UFBA, Coordenador do Núcleo Africano de Estudantes UFRJ.

Sinopse:
Importância da oficina:

As oficinas atuam como um complemento ao ensino da história e da cultura da África, dos afro-descendentes e dos indígenas, preconizado nas leis 10.639 e 11.645, na medida em que revelam aspectos pouco divulgados nos cursos de história convencionais. Com isso, o IPN entende contribuir para a construção de uma reflexão crítica e de uma sociedade mais justa e igualitária, mais receptiva à compreensão das diferenças sócio-culturais.

Tias Pretas da Zona Portuária

Angelica Ferrarez- Doutora em História pela UERJ com projeto. Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Tem sua pesquisa atravessada pelas questões de gênero feminino nos estudos sobre história e cultura africanas e afras brasileira. Tem experiência na área de História e Antropologia, atuando principalmente nos temas: memórias, cultura, ancestralidade, samba, acervo, patrimônio, mulheres e feminismo negro.

Sinopse:
Alicerçadas nas ideias de identidade, raça e gênero feminino no Rio de Janeiro pós-abolição pretendemos, neste trabalho, adentrar o universo das tias pretas na Zona Portuária, refletindo, inicialmente, sobre a construção simbólica dos espaços de liderança de mulheres negras no final do século XIX, e alicerçada na tríade ancestralidade, territorialidade e tradição, através de uma memória genealógica, ir ao encontro das tias da contemporaneidade, buscando entender seu lugar de atuação e as tramas sociais presentes, através da ressignificação da memória, espaço e patrimônioa

Tessituras do feminino: mandala com texto literário de Carolina Maria de Jesus

Profa. Adélia Azevedo – Professora e Pedagoga. Pós -Graduação em História  da África (UCAM); Formação  em Arteterapia; Pós Graduanda em Arteterapia Afrocentrada; Integrante no Grupo Contadores Negros AYÓ; Conselheira fundadora do COMDEDINE- Conselho Municipal  de Defesa dos Direitos do Negro; Gestora no Ateliê  Da Imaginação & Arteterapia Afrocentrada;    Coautora no livro Nós por Nós, ed. Conquista em lançamento.

Sinopse:
A proposta de trabalho estará assentada na Arteterapia Junguiana. Abordagem Afrocentrada. Amparada na construção de Mandala com a linguagem expressiva da colagem, utilizando diferentes materiais. Os participantes serão convidados/as a realizar atividade criativa, amparados no texto literário do Diário de Carolina Maria de Jesus. A Arteterapia se estrutura na Arte e sua materialização se concretiza através dos vários materiais expressivos no processo de fortalecimento da criatividade.

Mandala segundo Jung é o círculo mágico, a representação da totalidade.

Bíblia, oralidade e culturas africanas

Prof. Dr. Júlio César

Sinopse:
A Bíblia é um dos livros mais importantes para os cristãos e um dos grandes livros sagrados universais ao lado do Alcorão e outros textos religiosos. Porém, o que não se leva em conta, por desconhecimento ou puro racismo que a Bíblia é um livro quase que puramente baseado na cultura africana. Nesta oficina, estudaremos a Bíblia não como um livro religioso, mas como uma fonte histórica possível de revelar padrões culturais africanos que vão desde oralidade e a força da palavra, até conceitos filosóficos que foram alterados, apagados e adulterados para que o povo preto perdesse a sua referência cultural, sua raiz e sua história.

Ao fazer isto, a Europa Colonizadora transformou um livro culturalmente africano em um instrumento para justificar o racismo, o preconceito e a discriminação racial e até mesmo a escravidão. No entanto, estudos contemporâneos têm procurado redescobrir este livro, lendo-o a partir da cosmovisão africana e interpretando-o de acordo com o pensamento onde ele foi gestado.

Habilidades a serem desenvolvidas:
Compreenderas diversas interpretações que “embranqueceram” a Bíblia;
Conhecer a Bíblia através da cosmovisão africana;
Perceber como ela foi interpretada de acordo com interesses mercadológicos e religiosos eurocêntricos.

Mídia, Racismo e Educação

Profº Dr. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:
Oficina tem como objetivo discutir o pensamento eurocêntrico sobre negro no Brasil, suas repercussões na educação e na mídia. Como os negros foram excluídos do sistema educacional o que contribuiu para a construção de uma sociedade racista e desigual.Assim como imagens do povo negro geradas e/ou veiculadas pela mídia tem uma forte influência nas formas de exclusão dos afrodescendentes em geral contribuindo para a perpetuação do racismo em nossa sociedade, tendo a escola como palco privilegiado na reprodução e/ou negação de um racismo a brasileira. Por outro lado, a oficina objetiva também discutir o protagonismo negro e suas formas de luta e resistência contra a violência sócio-política e cultural para a eliminação do racismo e a construção de uma sociedade justa e igualitária com base em valores multiétnicos e multiculturais.As oficinas atuam como um complemento ao ensino da história e da cultura da África, dos afro-descendentes e dos indígenas, preconizado nas leis 10.639 e 11.645, na medida em que revelam aspectos pouco divulgados nos cursos de história convencionais. Com isso, o IPN entende contribuir para a construção de uma reflexão crítica e de uma sociedade mais justa e igualitária, mais receptiva à compreensão das diferenças sócio-culturais.

Por um Museu de Território da Pequena África – histórias do pós-abolição

Martha Abreu – Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (1987). Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979). Atua nas áreas de História do Brasil e História da Diáspora Africana nas Américas, desenvolvendo trabalhos nas seguintes temáticas: cultura popular, música negra, patrimônio cultural, pós-abolição, memória da escravidão e relações raciais, séculos XIX e XX

Sinopse:
A partir da experiência de construção do Museu de Território da Pequena África, ligado ao MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-brasileira), trabalho realizado em parceria com Monica Lima, pretendo apresentar os fundamentos e as principais estratégias curatoriais propostas, focando no período do pós-abolição. Entre os objetivos, estimular os trabalhos e as experiências voltadas para a história pública a partir de visitas a locais de memória da história negra no Rio de Janeiro.

História da Zona Portuária na perspectiva da afroculturalidade

Prof.ª Dra Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Especialista em Políticas Territoriais no RJ. Graduada em Ciências Sociais pela UERJ. Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina irá analisar o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração de Herança Africana num cenário global de aumento e diversificação de museus e sítios patrimoniais. A idéia é analisar as condições do circuito dentro do âmbito da pós-modernidade, que inclui a multiplicidade de aspectos a cerca do patrimônio.

Os 7 Saberes de Exu – Professor JDLucas

JD Lucas – Escritor e professor. Ministra cursos e palestras no campo da Literatura, Humanidades, Mitologia, Cultura de Massas e Imaginário Afro-Brasileiro.

Sinopse:
Exu é figura ambígua, de comunicação e trânsito, de apetite insaciável e absoluta liberdade espaço-temporal. Exu subverte o passado em presente e com isso inventa um novo futuro. Põe no tempo a sua condição de movimento, e com isso instaura no acontecimento a sua própria temporalidade.

Histórias de Orixás: para entender e contar

Prof. Omo Awo Ifagbenró Djobé (Mario Tenório Cavalcanti) – pesquisador e escritor, sacerdote Yorubá, pertencente ao Egbé Omo Oduduwa.

Sinopse:
O objetivo da oficina é proporcionar experiências teóricas e práticas que possibilitem aos participantes transmitir histórias ou lendas de orixás com base na sabedoria de tradição oral Yorubá.

“A Construção de um Império Escravista”

Laurentino Gomes  Paranaense de Maringá e sete vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes, 65 anos, é autor de 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de dom João para o Rio de Janeiro; 1822, sobre a Independência do Brasil; 1889, sobre a Proclamação da República, do recém-lançado Escravidão.  Seu primeiro livro, 1808, foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos e em mandarim na China. Graças à repercussão do seu trabalho, foi eleito duas vezes um dos cem brasileiros mais influentes do ano pela revista Época. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela Universidade de São Paulo, é membro titular da Academia Paranaense de Letras. Atualmente vive em Itu, interior de São Paulo.

As comunidades matriarcais e matrilineares da África Centro-oesteos espíritos matrizes, a ancestralidade e a terra como fatores que regulamentam os sistemas culturais

Prof. Ms. Maurício Wilson Camilo da Silva – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense e Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Professor de História e Cultura de África e sua Diáspora Pesquisador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa INEP / Guiné Bissau. Pesquisador e membro do grupo EtniCidades – Grupo de Estudos Étnicos e Raciais em Arquitetura e Urbanismo da FA/UFBA; Coordenador do Núcleo Africano de Estudantes UFRJ.

Sinopse:
A oficina pretende discutir sobre os Rituais da Ancestralidade e sua Relação com o Espaço e o Tempo. E destacar a Relação do Poder na definição da Sucessão e Testamento. Assim como o Ritual da Iniciação e Cura na Interpretação da Vida e Definição do Status sociais. Também deve-se destacar a Terra e o Modo de Produção comunitário.

Entre a vida e a morte: o mercado de escravizados no Rio de Janeiro

Prof. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:

A presente oficina tem por objetivo analisar o processo de transferência do Mercado de Escravizados do Rio de Janeiro da Região central da cidade, Rua direita e adjacências para a Região do Valongo. Assim como, os conflitos entre negociantes, atravessadores (pequenos negociantes), o Senado da Câmara e a provedoria da Saúde. Destacando como a ação sanitarista do Senado da Câmara assessorado por alguns médicos e cirurgiões fez parte de uma tentativa de organização e controle político e social espaço urbano que resultou na transferência do mercado de escravizados para a região do Valongo sob a alegação que causam diversos distúrbios, doenças e epidemias no espaço da urbe carioca. Está ação sanitarista fez parte eu um politica de controle social iniciada e intensificada no período dos vice-reis, que com a instalação da corte no inicio do século XIX passa a fazer parte de um projeto de “civilização nacional” que buscava transforma o Rio de janeiro na capital que estivesse à altura do Império português nos trópicos, sem abrir mão da escravidão

Educação Patrimonial: por uma pedagogia crítica da patrimonialização

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Espec. em Políticas Territoriais no RJ.

Sinopse: 
A Educação Patrimonial é um instrumento de reflexão que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo, levando-o à compreensão  sociocultural da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Num momento em que as identidades se constituem cada vez mais fluidas e múltiplas, é importante analisar o papel do patrimônio na medida em que  produzem tensões e disputas de memórias do que será  ou não preservado por meio do processo de patrimonialização.  Nesse sentido, o processo pedagógico crítico estimula a interação entre comunidades e os agentes responsáveis públicos  que atuam  na gestão  de preservação, assim como em estudo dos bens culturais Objetivo dessa oficina  é possibilitar  a troca de saberes  e a criação e fortalecimento de redes  para a identificação , apropriação e proteção  do patrimônio.

Saúde e Escravidão: um estudo de caso sobre o Cemitério dos Pretos Novos

Prof Dr. Júlio César Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse: 
Esta oficina visa abordar a temática da saúde dos escravos, no contexto escravista brasileiro. Procura-se demonstrar como os escravizados percebiam e lidavam com a saúde no contexto escravista do Brasil do século XIX e como os mesmos lidavam com suas enfermidades transportando os seus conhecimentos ancestrais e não apenas aplicando-os, mas alterando as práticas de curar efetivadas na América Portuguesa.

Habilidades as serem desenvolvidas:

· Compreensão das práticas de curar exercidas pelos escravizados como estratégia de sobrevivência;

· Entendimento de como tais estratégias serviram para inserção de tais elementos na sociedade imperial brasileira como aspecto de distinção social.

Cais do Valongo e seus segredos: Uma análise de Arqueologia Urbana.

Prof. |Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina vai apresentar a evolução do complexo arquitetônico do Cais do Valongo em suas três etapas de expansão, a construção da Praça Municipal e as reformas para a transformação do conjunto em Cais da Imperatriz. Tudo de acordo com pesquisas cartográficas, levantamento histórico primário e pesquisa arqueológica “above ground”. A pesquisa serviu para identificar as etapas de expansão e transformação urbana que se seguiu no local até o desmonte da Praça Municipal (Praça da Saúde) e Cais da Imperatriz (Cais Municipal) no início do século XX.

Entre Cristo e os orixás: cristianismo e religiões de matriz africana na história do Brasil.

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Pretende-se nesta oficina, portanto, apresentar de modo sintético as relações estabelecidas entre o cristianismo e as religiões de matriz africana na história do Brasil, inventariando suas fases significativas e apresentando algumas de suas tendências e recorrências. Irá se privilegiar a consideração de pronunciamentos feitos por atores-autores católicos, candomblecistas, umbandistas e protestantes (aqui enunciados por sua ordem de surgimento na discussão) e a forma como percebem e constroem a si mesmo e a seus outros através de suas práticas e discursos. Espera-se desta forma ajudar a dimensionar o problema da intolerância e do conflito inter-religioso contemporâneo no Brasil, particularmente no Rio de Janeiro, em perspectiva histórica.

Perspectivas artístico-filosóficas sobre humanidade

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir do meu artigo de pós-doutoramento “Reflexões artístico-filosóficas sobre a humanidade negra”, vamos discutir sobre as possibilidades que se apresentam como via de humanidade plena e solar.
Data: 28/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

A Religiosidade afrobrasileira na perspectiva dos Direitos Humanos e da Educação

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordenadora da Pós-graduação

Sinopse
Discutir como aplicabilidade do conjunto de Direitos Humanos é inconsistente no que diz respeito a religiosidade afro-brasileira, especialmente em ambiente de educação formal, onde estão invisibilizadas e até proscritas. Refletir como a Lei 10.639, quando implementada dá obrigatoriedade ao estudo das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, representando e garantindo a diversidade religiosa em tais espaços.

Abordagens: tolerância da sociedade e do estado brasileiro frente a violência contra as religiões de matriz africana; Racismo Institucional, mídia e educação; Espaços formais e não formais de educação: alternativas para o combate à intolerância religiosa.

 

África e diáspora: o perigo da história única

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir da reflexão da escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi, discutiremos o perigo dessa história única a partir das perspectivas afrorreferenciadas.
Data: 21/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

África e o Cristianismo – São Pilatos: confessor e mártir

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
A oficina pretende ser uma introdução sinóptica a esta literatura referente ao suposto São Pilatos, detendo-se de modo mais especial no Martírio de Pilatos, texto tardo-antigo de origem copta, preservado em manuscritos siríacos e árabes, atribuído ao mestre judeu Gamaliel e associado ao bispo egípcio Ciríaco de Behnesa. Pretende-se tecer considerações acerca do contexto e significado histórico da produção e circulação deste tipo de desenvolvimento hagiográfico do texto evangélico. Objetiva-se desta forma suscitar reflexão a respeito da pertinência e vitalidade dos antigos cristianismos afro-asiáticos, fenômenos socioculturais e religiosos da maior importância histórica, cuja ignorância continua ainda crassa em toda nossa cultura de um modo geral, incluindo os meios acadêmicos.

História e Arqueologia: Passado e Presente no Cemitério dos Pretos Novos

Prof. Dr. Júlio Cesar Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse:
Nesta oficina, o Cemitério dos Pretos Novos é o objeto que nos possibilita verificarmos como as duas ciências juntas constituem-se como poderosas ferramentas de análise, interpretação e conhecimento do nosso povo. Espera-se que o os participantes percebam através da pesquisa do Cemitério dos Pretos Novos, as diversas contribuições seus diálogos e possibilidades.
Habilidades as serem desenvolvidas:
Compreender as principais técnicas utilizadas em parte da pesquisa feita no Sítio arqueológico dos Pretos Novos;
Analisar documentos históricos concernentes ao Cemitério dos Pretos Novos;
Comparar as diferentes técnicas e suas aplicações.
Distinguir as diferentes formas de agir concernentes a cada área verificando suas contribuições e limitações para estudo do sepultamento de escravizado no Brasil

Cais do Valongo: Limites e possibilidades do Circuito de Herança Africana.

Prof. Ms. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:
A oficina tem como objetivo debater sobre o processo histórico de redescoberta do Cais do Valongo e o seu processo de patrimonialização e representação simbólica do complexo do Valongo dentro da Pequena África, quais os limites e as possibilidades do Circuito Histórico e Arqueológico de celebração da Herança Africana, seu valor simbólico, histórico sensível e excepcional para a diáspora africana.

Oficinas Anteriores

Resultados

2010 – 38 oficinas – 690 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2011 – 50 oficinas – 911 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2012 – 50 oficinas – 1.210 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2013 – não tivemos patrocínio neste período.

2014 – 98 oficinas – 2.381 participantes – apoio: CDURP

2015 – 63 oficinas – 1.176 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2016 – 79 oficinas – 2.912 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2017 – não tivemos patrocínio neste período.

TOTAL – 378 oficinas – 9.280 participantes