Oficinas

O objetivo principal de nossas oficinas é oferecer conhecimento sobre a história da Zona Portuária, privilegiando a perspectiva dos africanos, dos indígenas e dos seus descendentes no Brasil. Destacamos o patrimônio histórico e arqueológico local, inclusive o que integra o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana.

Nossas oficinas são gratuitas atuam como um complemento ao ensino da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena, preconizado nas leis 10.639 e 11.645, na medida em que revelam aspectos pouco divulgados nos cursos de história convencionais. Com isso, o IPN pretende contribuir para a construção de uma reflexão crítica e de uma sociedade mais justa e igualitária.

Por conta da pandemia do Covid19, estamos realizando nossas atividades educativas por meio remoto (para acessar nossas oficinas, inscreva-se e depois baixe o aplicativohttps://zoom.us/download). Você receberá todas as instruções por e-mail, próximo à data marcada e posteriormente, um certificado de participação.

Outras informações: pretosnovos@pretosnovos.com.br

Entre a vida e a morte: o mercado de escravizados no Rio de Janeiro

Prof. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:

A presente oficina tem por objetivo analisar o processo de transferência do Mercado de Escravizados do Rio de Janeiro da Região central da cidade, Rua direita e adjacências para a Região do Valongo. Assim como, os conflitos entre negociantes, atravessadores (pequenos negociantes), o Senado da Câmara e a provedoria da Saúde. Destacando como a ação sanitarista do Senado da Câmara assessorado por alguns médicos e cirurgiões fez parte de uma tentativa de organização e controle político e social espaço urbano que resultou na transferência do mercado de escravizados para a região do Valongo sob a alegação que causam diversos distúrbios, doenças e epidemias no espaço da urbe carioca. Está ação sanitarista fez parte eu um politica de controle social iniciada e intensificada no período dos vice-reis, que com a instalação da corte no inicio do século XIX passa a fazer parte de um projeto de “civilização nacional” que buscava transforma o Rio de janeiro na capital que estivesse à altura do Império português nos trópicos, sem abrir mão da escravidão

 

Educação Patrimonial: por uma pedagogia crítica da patrimonialização

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Mestre em Geografia Humana pelo PPGEO/UERJ Espec. em Políticas Territoriais no RJ.

Sinopse: 
A Educação Patrimonial é um instrumento de reflexão que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo, levando-o à compreensão  sociocultural da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Num momento em que as identidades se constituem cada vez mais fluidas e múltiplas, é importante analisar o papel do patrimônio na medida em que  produzem tensões e disputas de memórias do que será  ou não preservado por meio do processo de patrimonialização.  Nesse sentido, o processo pedagógico crítico estimula a interação entre comunidades e os agentes responsáveis públicos  que atuam  na gestão  de preservação, assim como em estudo dos bens culturais Objetivo dessa oficina  é possibilitar  a troca de saberes  e a criação e fortalecimento de redes  para a identificação , apropriação e proteção  do patrimônio.

Saúde e Escravidão: um estudo de caso sobre o Cemitério dos Pretos Novos

Prof Dr. Júlio César Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse: 
Esta oficina visa abordar a temática da saúde dos escravos, no contexto escravista brasileiro. Procura-se demonstrar como os escravizados percebiam e lidavam com a saúde no contexto escravista do Brasil do século XIX e como os mesmos lidavam com suas enfermidades transportando os seus conhecimentos ancestrais e não apenas aplicando-os, mas alterando as práticas de curar efetivadas na América Portuguesa.

Habilidades as serem desenvolvidas:

 · Compreensão das práticas de curar exercidas pelos escravizados como estratégia de sobrevivência

 

· Entendimento de como tais estratégias serviram para inserção de tais elementos na sociedade imperial brasileira como aspecto de distinção social

Cais do Valongo e seus segredos: Uma análise de Arqueologia Urbana.

Prof. |Dr. Reinaldo Tavares – Mestre e Doutor em Arqueologia pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, historiador e professor de História. Atualmente é servidor público da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Atua como professor de história / historiador e arqueólogo do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos.

Sinopse:
A oficina vai apresentar a evolução do complexo arquitetônico do Cais do Valongo em suas três etapas de expansão, a construção da Praça Municipal e as reformas para a transformação do conjunto em Cais da Imperatriz. Tudo de acordo com pesquisas cartográficas, levantamento histórico primário e pesquisa arqueológica “above ground”. A pesquisa serviu para identificar as etapas de expansão e transformação urbana que se seguiu no local até o desmonte da Praça Municipal (Praça da Saúde) e Cais da Imperatriz (Cais Municipal) no início do século XX.

Entre Cristo e os orixás: cristianismo e religiões de matriz africana na história do Brasil.

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
Pretende-se nesta oficina, portanto, apresentar de modo sintético as relações estabelecidas entre o cristianismo e as religiões de matriz africana na história do Brasil, inventariando suas fases significativas e apresentando algumas de suas tendências e recorrências. Irá se privilegiar a consideração de pronunciamentos feitos por atores-autores católicos, candomblecistas, umbandistas e protestantes (aqui enunciados por sua ordem de surgimento na discussão) e a forma como percebem e constroem a si mesmo e a seus outros através de suas práticas e discursos. Espera-se desta forma ajudar a dimensionar o problema da intolerância e do conflito inter-religioso contemporâneo no Brasil, particularmente no Rio de Janeiro, em perspectiva histórica.

Perspectivas artístico-filosóficas sobre humanidade

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir do meu artigo de pós-doutoramento “Reflexões artístico-filosóficas sobre a humanidade negra”, vamos discutir sobre as possibilidades que se apresentam como via de humanidade plena e solar.
Data: 28/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

A Religiosidade afrobrasileira na perspectiva dos Direitos Humanos e da Educação

Prof. Dra. Carla Marques – Doutora em Políticas Públicas e Formação Humana/ UERJ Atualmente é pesquisadora adjunta do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordenadora da Pós-graduação

Sinopse
Discutir como aplicabilidade do conjunto de Direitos Humanos é inconsistente no que diz respeito a religiosidade afro-brasileira, especialmente em ambiente de educação formal, onde estão invisibilizadas e até proscritas. Refletir como a Lei 10.639, quando implementada dá obrigatoriedade ao estudo das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, representando e garantindo a diversidade religiosa em tais espaços.

Abordagens: tolerância da sociedade e do estado brasileiro frente a violência contra as religiões de matriz africana; Racismo Institucional, mídia e educação; Espaços formais e não formais de educação: alternativas para o combate à intolerância religiosa.

 

África e diáspora: o perigo da história única

Duração 2h
Público: livre

Sinopse:
A partir da reflexão da escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi, discutiremos o perigo dessa história única a partir das perspectivas afrorreferenciadas.
Data: 21/01/2021

Professora:
Aza Njeri é professora doutora em Literaturas Africanas, pós doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África, Afrodiáspora e Mulherismo Africana, coordenadora do Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas/UFRJ e o Núcleo de Filosofia Política do Laboratório Geru Maa/UFRJ, integrante do premiado Segunda Black e Grupo Emú, multiartista, crítica teatral e literária, mãe e youtuber (youtube.com/azanjeri)

África e o Cristianismo – São Pilatos: confessor e mártir

Prof. Alfredo Cruz – Doutor em História pelo PPGH/UERJ (2015-2019). Mestre em História pelo PPGH/UNIRIO (2011-2013). Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio (2005-2009). Bolsista CAPES (2015-2019) e FAPERJ/Nota 10 (2017-2019). Coordenador associado do GT de História das Religiões e Religiosidades da ANPUH-Rio.

Sinopse:
A oficina pretende ser uma introdução sinóptica a esta literatura referente ao suposto São Pilatos, detendo-se de modo mais especial no Martírio de Pilatos, texto tardo-antigo de origem copta, preservado em manuscritos siríacos e árabes, atribuído ao mestre judeu Gamaliel e associado ao bispo egípcio Ciríaco de Behnesa. Pretende-se tecer considerações acerca do contexto e significado histórico da produção e circulação deste tipo de desenvolvimento hagiográfico do texto evangélico. Objetiva-se desta forma suscitar reflexão a respeito da pertinência e vitalidade dos antigos cristianismos afro-asiáticos, fenômenos socioculturais e religiosos da maior importância histórica, cuja ignorância continua ainda crassa em toda nossa cultura de um modo geral, incluindo os meios acadêmicos.

História e Arqueologia: Passado e Presente no Cemitério dos Pretos Novos

Prof. Dr. Júlio Cesar Medeiros – Doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (2011). Pesquisador do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos e coordena o núcleo de pesquisa histórica do Instituo de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É professor adjunto de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sinopse:
Nesta oficina, o Cemitério dos Pretos Novos é o objeto que nos possibilita verificarmos como as duas ciências juntas constituem-se como poderosas ferramentas de análise, interpretação e conhecimento do nosso povo.
Espera-se que o os participantes percebam através da pesquisa do Cemitério dos Pretos Novos, as diversas contribuições seus diálogos e possibilidades.
Habilidades as serem desenvolvidas:
Compreender as principais técnicas utilizadas em parte da pesquisa feita no Sítio arqueológico dos Pretos Novos;
Analisar documentos históricos concernentes ao Cemitério dos Pretos Novos;
Comparar as diferentes técnicas e suas aplicações.
Distinguir as diferentes formas de agir concernentes a cada área verificando suas contribuições e limitações para estudo do sepultamento de escravizado no Brasil

Cais do Valongo: Limites e possibilidades do Circuito de Herança Africana.

Prof. Ms. Claudio Honorato – Mestre em História Social Moderna pela Universidade Federal Fluminense (2008). Diretor de pesquisa Histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN. Coordenador Geral do Centro de Pós-Graduação, Especialização e Aperfeiçoamento – CEPEA/FEUDUC, Coordenador do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – FFCLDC/FEUDUC.

Sinopse:
A oficina tem como objetivo debater sobre o processo histórico de redescoberta do Cais do Valongo e o seu processo de patrimonialização e representação simbólica do complexo do Valongo dentro da Pequena África, quais os limites e as possibilidades do Circuito Histórico e Arqueológico de celebração da Herança Africana, seu valor simbólico, histórico sensível e excepcional para a diáspora africana.

Oficinas Anteriores

Resultados

2010 – 38 oficinas – 690 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2011 – 50 oficinas – 911 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2012 – 50 oficinas – 1.210 participantes – apoio: Ponto de Cultura – MinC

2013 – não tivemos patrocínio neste período.

2014 – 98 oficinas – 2.381 participantes – apoio: CDURP

2015 – 63 oficinas – 1.176 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2016 – 79 oficinas – 2.912 participantes – apoio: Concessionária Porto Novo S/A

2017 – não tivemos patrocínio neste período.

TOTAL – 378 oficinas – 9.280 participantes