Revolta da Vacina – IPN

Revolta da Vacina

Revolta da Vacina

A revolta surge da publicação em jornais de um projeto que regulamentava a obrigatoriedade da aplicação da vacina contra varíola. A notícia foi vinculada em 9 de janeiro de 1904, sem debate público. O projeto exigia comprovantes de vacinação para a realização de matrículas nas escolas, para obtenção de empregos, viagens, hospedagens e casamentos. Previa-se também o pagamento de multas para quem resistisse à vacinação. Embora a vacinação obrigatória tenha sido o deflagador da revolta, logo os protestos passaram a se dirigir aos serviços públicos em geral e aos representantes do governo, em especial contra as forças repressivas. Horácio José da Silva, mais conhecido como Prata Preta, capoeirista e estivador, foi considerado por muitos um símbolo de luta contra o governo, durante a Revolta da Vacina de 1904, apelidada de Quebra-Lampiões. Prata Preta liderou os revoltosos na barricada contra o exército, erguida na altura da Praça da Harmonia. Como líder, foi preso quando a barricada improvisada caiu, sendo logo deportado para o Acre. A revolta teve o saldo total de 945 pessoas presas na Ilha das Cobras, 30 mortos, 110 feridos e 461 deportados para o estado do Acre.

Fotos: Alex Ferro

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