A violência contra o povo negro, que parece nunca ter cessado, é evidenciada na poética de No Martins, que emociona com a força de seu grito silencioso. Em sua viagem para África, pelo programa de residência artística Angola Air, ele deu continuidade ao seu trabalho de pintura de retratos iniciados no Brasil, para a série Pretos Novos, na qual utiliza pequenos formatos que remetem às fotografias 3×4, com rostos de pessoas que ele conheceu e fotografou, cujos ancestrais bantos foram brutalmente mortos e sepultados no Cemitério dos Pretos Novos (1789 – 1830).
The violence against Afro-descendant people, which seems never to have ceased, is evident in the poetics of No Martins, who moves with the force of his silent cry. During his trip to Africa, through the Angola Air artistic residency program, he continued his work painting portraits begun in Brazil, for the series Pretos Novos, in which he uses small formats reminiscent of 3×4 photographs, with faces of people he knew and photographed, whose Bantu ancestors were brutally killed and buried in the Cemitério dos Pretos Novos (1789 – 1830).
artista | artist
No Martins
curadoria | curatorship
Marco Antonio Teobaldo
coordenação geral | general coordination
Merced Guimarães dos Anjos e Petrúcio Guimarães dos Anjos
projeto gráfico | graphic design
Marco Antonio Teobaldo
revisão de texto|proofreading
Renata Zambianchi
produção | production
Quimera Empreendimentos Culturais