Em sua primeira exposição individual, o fotógrafo Roger Cipó volta toda a sua atenção para as relações de afeto constituídas dentro dos terreiros de Candomblé, a partir de sua experiência como iniciado na religião. Confirmado como ogã, o que lhe atribui uma série de obrigações, dentre elas, cuidar do terreiro, Cipó aprendeu a observar os mais velhos ao seu redor para compreender as tradições e preceitos que a sua fé exige. Após percorrer dezenas de terreiros no estado de São Paulo, Cipó focou sua pesquisa no Asè Iya G’unté, localizado no município de Juquitiba, onde transitou pelas rotinas mais comuns de seus filhos e filhas de santo, até às mais complexas, para captar momentos que expressam compaixão e devoção, e que se aportam como essência de praticamente todas as religiões.
In his first solo exhibition, photographer Roger Cipó focuses his attention on the affectionate relationships formed within Candomblé sacred territories, based on his experience as an initiate in the religion. Confirmed as an ogã (a high-ranking member of the Candomblé religion), which assigns him a series of obligations, including caring for the terreiro (sacred territories), Cipó learned to observe the elders around him to understand the traditions and precepts that his faith demands. After visiting dozens of terreiros in the state of São Paulo, Cipó focused his research on Asè Iya G’unté, located in the municipality of Juquitiba, where he experienced the most common routines of its members, as well as the most complex ones, to capture moments that express compassion and devotion, which are essential to practically all religions.
artista | artist
Roger Cipó
curadoria | curatorship
Marco Antonio Teobaldo
coordenação geral | general coordination
Merced Guimarães dos Anjos e Petrúcio Guimarães dos Anjos
projeto gráfico | graphic design
Marco Antonio Teobaldo
revisão de texto| proofreading
Renata Zambianchi
produção | production
Quimera Empreendimentos Culturais