Circuito de Herança Africana

O projeto Circuito de Herança Africana foi criado pelo IPN em 2016, com o forte propósito de promover e fortalecer a educação patrimonial de seus participantes, sobretudo dos educadores e alunos da Rede Pública de Ensino. Além dos seis pontos do roteiro oficial, o IPN inclui outras localidades que fortalecem a narrativa desta atividade e torna este passeio-aula uma atividade dinâmica e inesquecível.

Cada um dos pontos indicados remete a uma dimensão da vida dos africanos e seus descendentes na Região Portuária. O Cais do Valongo e da Imperatriz representa a chegada ao Brasil. O Cemitério dos Pretos Novos mostra o tratamento indigno dado aos restos mortais dos povos trazidos do continente africano. O Largo do Depósito era área de venda de escravos. O Jardim Suspenso do Valongo simboliza a história oficial que buscou apagar traços do tráfico negreiro. Ao seu redor, havia casas de engorda e um vasto comércio de itens relacionados à escravidão. A Pedra do Sal foi ponto de resistência, celebração e encontro. E a antiga escola da Freguesia de Santa Rita, o Centro Cultural José Bonifácio, referência da cultura negra, remete à educação e à cultura como instrumentos de libertação em nossos dias.

Confira a nossa programação e inscreva-se gratuitamente.

Conheça o nosso regulamento.

Locais

  • Largo de São Francisco da Prainha
  • Pedra do Sal
  • Morro da Conceição
  • Jardim Suspenso do Valongo
  • Centro Cultural Pequena África
  • Casa da Tia Ciata
  • Largo do Depósito
  • Armazém Docas Dom Pedro II
  • Cais do Valongo (Patrimônio Cultural da Humanidade – Unesco).
  • Casa de Machado de Assis
  • Revolta da Vacina
  • Prata Preta
  • Centro Cultural José Bonifácio
  • Cemitério dos Pretos Novos

 

Resultados

I Temporada / 2016 – 1.263 participantes

II Temporada / 2017 – 2.841 participantes

Total = 4.104 participantes

 

Decreto Municipal nº 34.803, de 29 de novembro de 2011

Nas últimas décadas, em particular após as obras do Porto Maravilha, estudos e escavações arqueológicas trouxeram à tona a importância histórica e cultural da Região Portuária do Rio de Janeiro para a compreensão do processo da Diáspora Africana e da formação da sociedade brasileira. Achados arqueológicos motivaram a criação, pelo Decreto Municipal nº 34.803 de 29 de novembro de 2011, do Circuito e do Grupo de Trabalho Curatorial do Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana, para construir coletivamente políticas de valorização da memória e proteção deste patrimônio cultural.