Imagens da Nossa História - Cemitérios








 
 

Sítio Arqueológico do Jardim Botânico

Em 1596, quando Governador do Rio de Janeiro, Francisco Mendonça de Vasconcelos Diogo de Amorim Soares fundou seu engenho de cana, deu o nome de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. No ano de 1609 ele passou a propriedade para as mãos de seu genro, Sebastião Fagundes Varella. Em 1660 essa posse foi transferida para Rodrigo de Freitas Mello Castro, passando depois para descendentes.

Segundo o Professor Honório Monteiro Neto, pesquisador do Jardim Botânico, próximo a cerca viva existente diante do prédio da administração Central do Jardim Botânico até a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-EMBRAPA, teria existido, outrora, o Cemitério da Senzala do Engenho de N. S. da Conceição da Fazenda de Rodrigo de Freitas.

Em 1979, quando reformaram o restaurante da empresa, foram encontrados naquele local e entregues ao Jardim Botânico, ossos humanos que ficaram guardados até 1981 quando passaram para as mãos do Sr. João Conrado Niemeyer de Lavor, funcionário da casa na época. A 15 de janeiro desse mesmo ano, iniciou-se a restauração do prédio da Administração Central do Jardim Botânico e, na parte posterior deste imóvel, foram feitas escavações para passagem de tubulação subterrânea onde foram recolhidas novas ossadas.

O Professor Honório solicitou ao Museu Nacional datação do material através do teste carbono 14.

No dia 25 de agosto de 1982, recebeu a visita dos professores João Carlos Golberg, estagiário do setor de Arqueologia do Museu Nacional e Ângela Maria Camardella Rebello, estagiária também daquele setor e Professora Auxiliar do convênio MEC/SESU, que examinaram as ossadas e sugeriram que procurasse o Professor Tarciso Torres Messias, professor Adjunto da UFRJ, lotado no setor de Antropologia do Museu Nacional.

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