Escravidão como enredo

A Escola de Samba Paraíso do Tuiuti fez a seguinte pergunta ao público na avenida: está extinta a escravidão?
A resposta veio da própria agremiação, por meio de um desfile histórico e emblemático, com a batida do samba-enredo “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, cujo refrão foi cantado por todo o público presente no Sambódromo. Já em sua comissão de frente, apresentou um dramático cortejo de africanos escravizados, que eram libertos pela força ancestral, representados ali pelos pretos velhos. Durante a evolução do desfile,  diversas alas percorreram a história da escravidão pelo tempo,  até a reforma trabalhista no Brasil. Em clima de denúncia e críticas sociais, o destaque da escola foi para o seu último carro, com gigantescas alegorias de fantoches de paneleiros com patos de borracha, comandados ao alto, por um vampiro que remetia à figura de Michel Temer, Presidente da República.
Ovacionada na Avenida Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti se classificou em segundo lugar, mas garantiu logo após o desfile, o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil. A repercussão do desfile, extrapolou o ambiente das redes sociais, sendo noticiado também nos principais veículos da imprensa brasileira e internacional.
Comissão de frente da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que ficou em segundo lugar  pelo Grupo Especial. Foto: Wilton Júnior/ Estadão

Publicado em 14/ 02/ 18 por Categorias: cultura

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